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 Transfusão de Sangue

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AutorMensagem
Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Transfusão de Sangue   Qua Mar 25, 2015 12:02 am

A transfusão de sangue é o método terapêutico mais importante no tratamento das hemorragias agudas e graves. Em consequência da dificuldade de conseguir doadores nas situações de emergência, desenvolveram-se técnicas especiais de conservação e armazenamento de sangue (Ex. HEMOPE). Basicamente, a conservação é feita pela adição de substâncias anticoagulantes associadas a uma fonte de energia para as hemácias. A solução mais usada é a ACD (ácido cítrico, citrato de sódio e dextrose). Deve-se manter o sangue em refrigerador à temperatura de 4 graus Celsius, para diminuir o metabolismo das hemácias e evitar o crescimento de bactérias. No sangue estocado em ACD, 70% das hemácias mantêm-se viáveis por 21 dias, daí a necessidade permanente de doadores. A diminuição do 2,3-difosfoglicerato (DPG) ocorre após 21 dias. Esta enzima encontra-se nas hemácias e atua sobre a Hb (hemoglobina) regulando sua afinidade pelo oxigênio. Assim, um aumento na concentração do DPG diminui a afinidade da hemoglobina pelo oxigênio e aumenta, assim, a liberação de O2 para as células. A diminuição do DPG, aumentando a afinidade da Hb pelo O2, diminui sua liberação para os tecidos. Antes de realizar a transfusão, o sangue do receptor deve ser classificado estabelecendo-se o seu grupo sanguíneo (A, B, AB, O) e o fator Rh. Em seguida, faz-se uma prova cruzada estabelecendo a compatibilidade entre o sangue do doador e o do receptor. A prova cruzada pode exigir de 45 a 2 horas, para que seja uma avaliação completa, mas quando houver muita urgência, como nos choques hemorrágicos, é possível realizar uma prova em 10 minutos, entretanto o paciente corre um risco maior de apresentar reações adversas. A transfusão é feita em equipos apropriados contendo filtro para remover partículas ou grumos de hemácias que se possam ter formado durante a estocagem. O plasma também deve ser filtrado, devido a possibilidade de se formarem coágulos de fibrina quando está armazenado. A adição de medicamentos ao frasco de sangue ou sua aplicação no cateter IV (intravenoso) podem causar hemólise (quebra, lise, rompimento das hemácias), o que é preciso evitar. O sangue deve ser transfundido a temperatura ambiente, basta deixar o frasco fora do refrigerador por alguns minutos. A velocidade de infusão varia de um caso para outro. Geralmente, infunde-se uma unidade (500ml) em 2 a 4 horas. Nos pacientes em que a risco de hipervolemia, a infusão é feita a uma velocidade menor. Nos casos mais graves e que requerem uma infusão mais rápida, a PVC (pressão venosa central) deve ser monitorizada. O sangue total compõe-se de uma mistura de hemácias, leucócitos e plaquetas em suspensão no plasma. Muitas vezes, com Ficoll-Hypaque (gradiente de densidade) se retira os leucócitos para prevenir febre, após transfusão. Os modernos Bancos de Sangue dispõem de técnicas que possibilitam separar todos os elementos constituintes do sangue, facilitando ao clínico administrar ao paciente apenas o elemento que ele necessita. A infusão de hemácias deve ser feita sempre que houver um déficit significativo no transporte de O2 para os tecidos. Um nível de Hb em torno de 8 a 10g% é suficiente para manter o transporte adequado de O2 nas perdas agudas. Nas anemias crônicas, a afinidade da Hb pelo O2 diminui (adaptação), aumentando a sua liberação para os tecidos. Por isso, pacientes com níveis de Hb em torno de 4 a 6g% podem não apresentar repercussões significativas. O concentrado de hemácias (=papa de hemácias) é o método de escolha quando se necessita apenas restaurar o transporte de O2 pela reposição da Hb. Está indicado para pacientes com insuficiência cardíaca, doença renal crônica, doença hepática, aplasia de medula e no pré e pós operatório. A papa de hemácias tem uma série de vantagens sobre o sangue total. Pode ser administrado apenas com pequeno volume de plasma, contém menor concentração de sódio, potássio, amônia, citrato; a quantidade de antígenos transmitidos ao receptor é bem menor; o Ht (hematócrito) do concentrado é 70, e o do sangue total 39. As plaquetas praticamente desaparecem do sangue estocado após 24 horas. Portanto, quando se necessita de reposição de plaquetas, transfunde-se sangue fresco siliconizado ou concentrado de plaquetas. As transfusões de plaquetas estão indicadas no tratamento das hemorragias causadas por trombocitopenia (diminuição no número das plaquetas), irradiação e infecções. Cada unidade de plaquetas num volume de 30ml, ou uma unidade de sangue fresco eleva de 5000 a 10000 as plaquetas do receptor (valor normal das plaquetas no Hemograma: 250.000 a 400.000). As transfusões de plasma estão indicadas sempre que houver necessidade de expandir o volume intravascular. Sua indicação mais precisa ocorre nas queimaduras e nas peritonites, quando há perda acentuada das proteínas plasmáticas. O plasma, preparado precocemente e estocado a 20 graus Celsius negativo, preserva todos os fatores de coagulação, exceto as plaquetas. É o tratamento de escolha para os distúrbios da coagulação, especialmente as hemofilias. A transfusão de albumina plasmática é utilizada como substituto do plasma para expandir o volume intravascular nas hipovolemias. Tem a vantagem de não transmitir a hepatite. O crioprecipitado é preparado a partir do plasma fresco congelado, sendo rico em fator VIII. Sua indicação formal ocorre no tratamento da hemofilia A. Uma dose diária de 6-12U eleva em 15 a 30% os níveis de fator VIII, enquanto 1000ml de plasma os elevam 10 a 20%. O crioprecipitado pode transmitir hepatite. Das complicações da transfusão:
1. Reações hemolíticas – É a complicação mais grave. Ocorre devido à existência de Acs (anticorpos) no plasma do receptor contra Ags (antígenos) contidos nas hemácias do doador. Como consequência vai haver destruição maciça e aglutinação das hemácias do doador. Suspeita-se de transfusão incompatível quando o paciente começa a se queixar de calor no local da infusão e na face, mal-estar, cefaleia, opressão precordial, vertigens, forte dor lombar, taquicardia, hipotensão, palidez na face, e até cianose. Em seguida, surgem calafrios, febre, vômitos e incontinência urinária. Pode ocorrer CIV (coagulação intravascular disseminada) ou embolias. A primeira medida é suspender a transfusão, depois iniciar uma infusão líquida mais rápida a fim de manter a PA e uma boa filtração renal;
2. Reações alérgicas – Em geral urticárias. É raro choque anafilático (felizmente);
3. Reação pirogênica – tratamento: pirazolona (IV);
4. Fenômenos embólicos;
5. Intoxicação pelo citrato – pode levar hipocalcemia. Tratamento: gluconato de cálcio a cada 2000ml de sangue;
6. Transmissão de doenças infecciosas: hepatite, sífilis, malária, doença de Chagas, etc. COMO CONTROLAR?;
7. Infecção bacteriana;
8. Sobrecarga circulatória – que pode levar lesões miocárdicas. A PVC detecta bem o excesso de líquido intravascular.


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Érica Andrade Lima



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Qua Mar 25, 2015 11:11 pm

Achei este texto de extrema relevância! Confesso que - apesar de entender a técnica de uma forma bem grosseira da transfusão sanguínea - não conhecia este nível de detalhamentos e opções de substancias a serem transfusadas dependendo da necessidade do paciente. Fiquei interessada, especificamente, na transfusão da albumina plasmática e fui pesquisar um pouco a mais sobre este método e -entre alguns textod lidos- gostei de um específico e aho vãlido compartilhar aqui:
http://www.hccpg.rn.gov.br/downloads/artigos/GASTROENTEROLOGIA/Albumina_ANVISA.pdf
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íris_melo



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Qua Mar 25, 2015 11:27 pm

Assim como outros tratamentos médicos, a transfusão de hemocomponentes (glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma) deve ser utilizada somente quando necessário. A decisão de realizar a transfusão em um paciente é de caráter médico e é realizada após observação criteriosa. Determinados pacientes, no entanto, por razões pessoais, éticas ou religiosas, não aceitam a transfusão sanguínea. Andei lendo um pouco sobre a “medicina sem sangue”. Nela, são desenvolvidas técnicas alternativas à transfusão em cirurgias, que visam não apenas respeitar as crenças e posição crítica do paciente, como também o cuidado com a saúde deste, uma vez que, evitando, quando possível, a transfusão sanguínea, minimizam-se diversos riscos aos quais o paciente é exposto. Evidências mostram que esta nova orientação para o cuidado médico está associada com melhores resultados, como: menor exposição ao aparecimento súbito de vírus e infecções, menor tempo de recuperação, redução de infecções pós-operatórias.
Uma vez escolhido o cuidado sem transfusão, cada paciente é avaliado para que assim se possa formar uma estratégia abrangente para a conservação de sangue. O paciente deve fornecer toda a sua história médica e terá um exame físico geral que inclui um teste ao sangue. Este teste permite à equipe médica identificar causas subjacentes de desordens, tais como deficiências de coagulação ou outras anormalidades. A anemia é uma preocupação maior e os testes podem revelar a capacidade do corpo para produzir células sanguíneas. Pode ser necessário reforçar o processo de formação destas. Certos medicamentos podem contribuir para o sangramento durante a cirurgia; por isso, identificá-los cedo é extremamente importante para minimizar a perda de sangue. O processo de avaliação permite à equipe médica estar preparada. Por exemplo, um hemograma revela a quantidade de células vermelhas e a capacidade de transportar oxigênio. Caso seja baixa, o médico pode recomendar uma ou mais das seguintes terapias: B 12, ácido fólico ou vitamina C, ingestão de ferro, eritropoietina.
Dependendo da natureza do procedimento, a equipe cirúrgica se reunirá e irá se preparar para usar uma variedade de instrumentos e técnicas que permitam minimizar a perda de sangue, elevar ao máximo a entrega de oxigênio e manter a volemia. Algumas destas técnicas podem incluir: hemodiluição – a extração de uma calculada quantidade de sangue e a diluição do sangue restante no sistema circulatório com uma solução intravenosa (quando necessário ou ao fim do procedimento, o sangue no reservatório é devolvido), recuperação intraoperatória do sangue (salvamento de células) - usada durante maiores procedimentos tais como substituições do quadril e joelho, cirurgia de próstata e cirurgia vascular. Este processo recupera o sangue perdido da área cirúrgica e lava, filtra e devolve-o ao corpo. Oximetria - um sensor especial que controla a saturação do oxigênio no sangue, anestesia hipotensiva - técnica para baixar a pressão sanguínea durante uma cirurgia, coagulador por raio argônico - um dispositivo usado para coagular um tecido sangrando, eletrocautério - um procedimento usado para selar os vasos sanguíneos e para reduzir ou parar sangramentos.
Dentre os cuidados pós-operatórios, estão: a eritropoietina e terapia com ferro; extrações mínimas de sangue para exames; ingestão de vitaminas e alimentação adequada. No cuidado pré-operatório, o paciente será continuamente monitorado caso apareçam quaisquer anormalidades.
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José Marcondes Mariano



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Qui Mar 26, 2015 3:13 am

Interessantíssimo e esclarecedor texto! Senti curiosidade de aprender mais sobre a 2,3-DPG e pesquisei sobre seu mecanismo de ação e sua importância não só no processo transfusivo, mas também fisiológico. A pressão de oxigênio (PO2) é necessária para liberar o oxigênio nos tecidos. A diminuição da pressão atmosférica torna a transferência, mas o organismo responde
começando a produzir quantidades maiores de difosfoglicerato (2,3-DPG). A enzima enfraquece a ligação oxigênio-hemoglobina e permite que o oxigênio saia com menor pressão. Quando há hipoxia, mais 2,3-DPG será produzido, tentando manter a transferência de oxigênio para os tecidos. Portanto, esta enzima tem o potencial de deslocar o equilíbrio da curva de dissociação da hemoglobina para a esquerda, facilitando a liberação de O2 em tecidos onde há baixa pressão do mesmo, enquanto nos tecidos com alta pressão de O2 (pulmão), a molécula de 2,3-DPG é deslocada do centro da hemoglobina desoxigenada, facilitando a captação de O2.
Dessa forma, é importante que todos tenham conhecimento dessa enzima pois seu mecanismo de ação pode ligar-se a muitos casos de intervenção terapêutica em ampla variedade de doenças.
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Hélia Cannizzaro



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Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Qui Mar 26, 2015 7:06 pm

Érica Andrade Lima
Um dos maiores Patologistas do Brasil foi Dr. ANDRADE LIMA.
Ótima contribuição, este link. A ANVISA é sempre para nós médicos, um mapa,
guia e ordenamento.
Leiam. Da importância da albumina nas cirurgias com circulação extra-corpórea - como na substituição da valva mitral, na perda volêmica, nas queimaduras, ascite , na eritroblastose fetal - antes da exsanguinotransfusão, no pós-operatório de transfusão de fígado. É discutível na síndrome nefrótica e cirrose.
Eritroblastose fetal é a incompatIibilidade do sangue do pai e da mãe em relação ao RN, síndrome nefrótica é uma doença renal com aumento de alfa 2 globulina e ascite é extravasamento de líquido para a cavidade abdominal por hipertensão portal - a nível do espaço porta.
Falaremos mais.


quote="Érica Andrade Lima"]Achei este texto de extrema  relevância! Confesso que - apesar de entender a técnica de uma forma bem grosseira da transfusão sanguínea - não conhecia este nível de detalhamentos e opções de substancias a serem transfusadas dependendo da necessidade do paciente. Fiquei interessada, especificamente, na transfusão da albumina plasmática e fui pesquisar um pouco a mais sobre este método e -entre alguns textod lidos- gostei de um específico e aho vãlido compartilhar aqui:
http://www.hccpg.rn.gov.br/downloads/artigos/GASTROENTEROLOGIA/Albumina_ANVISA.pdf[/quote]
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Qui Mar 26, 2015 7:15 pm

Íris Melo
A medicina sem sangue, o paciente que não admite toque retal, a mulher que não admite preventivo ginecológico, o paciente que prefere não tratar o tumor porque o vizinho caiu os cabelos com quimioterapia e morreu precocemente - exige respeito do médico, afeto, e capacidade de convencimento lógico. Cumprida esta etapa, o todo é com Deus.



íris_melo escreveu:
Assim como outros tratamentos médicos, a transfusão de hemocomponentes (glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma) deve ser utilizada somente quando necessário. A decisão de realizar a transfusão em um paciente é de caráter médico e é realizada após observação criteriosa. Determinados pacientes, no entanto, por razões pessoais, éticas ou religiosas, não aceitam a transfusão sanguínea. Andei lendo um pouco sobre a “medicina sem sangue”. Nela, são desenvolvidas técnicas alternativas à transfusão em cirurgias, que visam não apenas respeitar as crenças e posição crítica do paciente, como também o cuidado com a saúde deste, uma vez que, evitando, quando possível, a transfusão sanguínea, minimizam-se diversos riscos aos quais o paciente é exposto. Evidências mostram que esta nova orientação para o cuidado médico está associada com melhores resultados, como: menor exposição ao aparecimento súbito de vírus e infecções, menor tempo de recuperação, redução de infecções pós-operatórias.
Uma vez escolhido o cuidado sem transfusão, cada paciente é avaliado para que assim se possa formar uma estratégia abrangente para a conservação de sangue. O paciente deve fornecer toda a sua história médica e terá um exame físico geral que inclui um teste ao sangue. Este teste permite à equipe médica identificar causas subjacentes de desordens, tais como deficiências de coagulação ou outras anormalidades. A anemia é uma preocupação maior e os testes podem revelar a capacidade do corpo para produzir células sanguíneas. Pode ser necessário reforçar o processo de formação destas. Certos medicamentos podem contribuir para o sangramento durante a cirurgia; por isso, identificá-los cedo é extremamente importante para minimizar a perda de sangue. O processo de avaliação permite à equipe médica estar preparada. Por exemplo, um hemograma revela a quantidade de células vermelhas e a capacidade de transportar oxigênio. Caso seja baixa, o médico pode recomendar uma ou mais das seguintes terapias: B 12, ácido fólico ou vitamina C, ingestão de ferro, eritropoietina.
Dependendo da natureza do procedimento, a equipe cirúrgica se reunirá e irá se preparar para usar uma variedade de instrumentos e técnicas que permitam minimizar a perda de sangue, elevar ao máximo a entrega de oxigênio e manter a volemia. Algumas destas técnicas podem incluir: hemodiluição – a extração de uma calculada quantidade de sangue e a diluição do sangue restante no sistema circulatório com uma solução intravenosa (quando necessário ou ao fim do procedimento, o sangue no reservatório é devolvido), recuperação intraoperatória do sangue (salvamento de células) - usada durante maiores procedimentos tais como substituições do quadril e joelho, cirurgia de próstata e cirurgia vascular. Este processo recupera o sangue perdido da área cirúrgica e lava, filtra e devolve-o ao corpo. Oximetria - um sensor especial que controla a saturação do oxigênio no sangue, anestesia hipotensiva - técnica para baixar a pressão sanguínea durante uma cirurgia, coagulador por raio argônico - um dispositivo usado para coagular um tecido sangrando, eletrocautério - um procedimento usado para selar os vasos sanguíneos e para reduzir ou parar sangramentos.
Dentre os cuidados pós-operatórios, estão: a eritropoietina e terapia com ferro; extrações mínimas de sangue para exames; ingestão de vitaminas e alimentação adequada. No cuidado pré-operatório, o paciente será continuamente monitorado caso apareçam quaisquer anormalidades.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Qui Mar 26, 2015 7:20 pm

José Marcondes Mariano
Há mudança de concentração do 2,3 DPG, nos diferentes tratamentos das diferentes anemias?
2,3 DPG se dosa, no sangue, nos laboratórios brasileiros ?



uote="José Marcondes Mariano"]Interessantíssimo e esclarecedor texto! Senti curiosidade de aprender mais sobre a 2,3-DPG e pesquisei sobre seu mecanismo de ação e sua importância não só no processo transfusivo, mas também fisiológico. A pressão de oxigênio (PO2) é necessária para liberar o oxigênio nos tecidos. A diminuição da pressão atmosférica torna a transferência, mas o organismo responde
começando a produzir quantidades maiores de difosfoglicerato (2,3-DPG). A enzima enfraquece a ligação oxigênio-hemoglobina e permite que o oxigênio saia com menor pressão. Quando há hipoxia, mais 2,3-DPG será produzido, tentando manter a transferência de oxigênio para os tecidos. Portanto, esta enzima tem o potencial de deslocar o equilíbrio da curva de dissociação da hemoglobina para a esquerda, facilitando a liberação de O2 em tecidos onde há baixa pressão do mesmo, enquanto nos tecidos com alta pressão de O2 (pulmão), a molécula de 2,3-DPG é deslocada do centro da hemoglobina desoxigenada, facilitando a captação de O2.
Dessa forma, é importante que todos tenham conhecimento dessa enzima pois seu mecanismo de ação pode ligar-se a muitos casos de intervenção terapêutica em ampla variedade de doenças.[/quote]
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marcus.caio



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Qui Mar 26, 2015 8:31 pm

As transfusões sanguíneas, embora sejam de extrema importância e muitas vezes até decisivas para a sobrevivência de determinado paciente, podem também trazer diversos riscos caso sejam feitas de forma indevida. Esse conjunto de problemas decorrentes de uma transfusão que deu errado é conhecido como reações adversas das transfusões. Tais reações podem ser agudas ou tardias, imunológicas ou não.
Exemplos de reações agudas não imunológicas: sobrecarga circulatória (decorrente do súbito aumento de volemia), embolia gasosa e contaminações bacterianas.
Exemplos de reações agudas imunológicas: reação febril não hemolítica (RFNH), edema pulmonar cardiogênico e também reações alérgicas e anafiláticas.
Exemplos de reações tardias não imunológicas: doenças transmitidas por vírus e protozoários presentes no sangue a ser transferido.
Exemplos de reações tardias imunológicas: púrpura pós-transfusional (situação raríssima) e reação REVH.
Ou seja, não basta fazer uma transfusão sanguínea com o intuito de salvar a vida de um paciente. É preciso estar atento para os riscos e problemas que tal transfusão poderá acarretar para a vida do mesmo, e dessa forma desenvolver um procedimento seguro e que não possa trazer complicações futuras.
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filipe Barbosa



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Qui Mar 26, 2015 9:13 pm

É interessante aprender os aspectos científicos da transfusão sanguínea, porém como Iris mesmo lembrou ao comentar sobre a Medicina sem sangue, existem vários outros aspectos sociais implicados sobre esse importante procedimento. Várias religiões da quais se destacam as Testemunhas de Jeová, proíbem a realização de tal procedimento o que leva ao desafio médico da realização da medicina sem sangue. Porém queria destacar que ainda assim em casos extremos em que a não realização da transfusão sanguínea, por poder causar a morte do paciente gera um conflito ético e jurídico entre o médico e o paciente. Conflito esse que perpassa várias polêmicas éticas e legais, afinal está em questão a liberdade religiosa e individual do paciente e o seu direito à vida, além de afetar aspectos éticos e religiosos do próprio médico, que pode se sentir no dever da realização deste procedimento. Tenho tendência a ficar do lado do paciente no caso de maior idade, afinal acredito que a liberdade deve ser o maior de todos os direitos humanos e cada individuo, contanto que em plena consciência, deveria poder decidir sobre sua vida ou morte, porem não acredito que um menor de idade não teria o mesmo direito. Além disso é interessante ver o aspecto jurídico dessa problemática que defende como no artigo que eu vou colocar abaixo, que o médico deve realizar o procedimento, já que o direito a vida seria preponderante no caso. Outra problemática é que se o médico for Testemunha de Jeova seria considerado negligente por não salvar o paciente, não realizando transfusão sanguínea? artigo jurídico - http://conhecimentovirtual.forumeiros.com/t258-transfusao-de-sangue
Argumento do testemunha de Jeová - http://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/como-pode-o-sangue/Testemunhas-de-Jeov%C3%A1-o-desafio-cir%C3%BArgico-%C3%A9tico/
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Sex Mar 27, 2015 1:19 am

Marcus Caio
Muito bem.
Faço-o, agora, um relato.
Você está de plantão, como Chefe do plantão, num Hospital de Emergência. Chega um paciente
que sofreu um grave acidente automobilístico com grande perda de sangue - um politraumatizado.
No hemograma de urgência, você detecta quadro grave na contagem de hemácias, Hb, Ht, VCM, HCM e CHCM.
O paciente está com sudorese intensa, PVC baixa (hipovolemia), torporoso (pouco lúcido), taquicardia, baixa PA,
extremidades frias, chegando à cianose.
Pergunta-se: mesmo considerando os riscos da transfusão, você faria neste paciente uma transfusão?
Ou reporia o volume hídrico com soro fisiológico?


marcus.caio escreveu:
As transfusões sanguíneas, embora sejam de extrema importância e muitas vezes até decisivas para a sobrevivência de determinado paciente, podem também trazer diversos riscos caso sejam feitas de forma indevida. Esse conjunto de problemas decorrentes de uma transfusão que deu errado é conhecido como reações adversas das transfusões. Tais reações podem ser agudas ou tardias, imunológicas ou não.
Exemplos de reações agudas não imunológicas: sobrecarga circulatória (decorrente do súbito aumento de volemia), embolia gasosa e contaminações bacterianas.
Exemplos de reações agudas imunológicas: reação febril não hemolítica (RFNH), edema pulmonar cardiogênico e também reações alérgicas e anafiláticas.
Exemplos de reações tardias não imunológicas: doenças transmitidas por vírus e protozoários presentes no sangue a ser transferido.
Exemplos de reações tardias imunológicas: púrpura pós-transfusional (situação raríssima) e reação REVH.
Ou seja, não basta fazer uma transfusão sanguínea com o intuito de salvar a vida de um paciente. É preciso estar atento para os riscos e problemas que tal transfusão poderá acarretar para a vida do mesmo, e dessa forma desenvolver um procedimento seguro e que não possa trazer complicações futuras.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Sex Mar 27, 2015 1:23 am

Filipe Barbosa
Muito bom.
Em breve, falarei da Ética Médica (Deontologia)

filipe Barbosa escreveu:
É interessante aprender os aspectos científicos da transfusão sanguínea, porém como Iris mesmo lembrou ao comentar sobre a Medicina sem sangue, existem vários outros aspectos sociais implicados sobre esse importante procedimento. Várias religiões da quais se destacam as Testemunhas de Jeová, proíbem a realização de tal procedimento o que leva ao desafio médico da realização da medicina sem sangue. Porém queria destacar que ainda assim em casos extremos em que a não realização da transfusão sanguínea, por poder causar a morte do paciente gera um conflito ético e jurídico entre o médico e o paciente. Conflito esse que perpassa várias polêmicas éticas e legais, afinal está em questão a liberdade religiosa e individual do paciente e o seu direito à vida, além de afetar aspectos éticos e religiosos do próprio médico, que pode se sentir no dever da realização deste procedimento. Tenho tendência a ficar do lado do paciente no caso de maior idade, afinal acredito que a liberdade deve ser o maior de todos os direitos humanos e cada individuo, contanto que em plena consciência, deveria poder decidir sobre sua vida ou morte, porem não acredito que um menor de idade não teria o mesmo direito. Além disso é interessante ver o aspecto jurídico dessa problemática que defende como no artigo que eu vou colocar abaixo, que o médico deve realizar o procedimento, já que o direito a vida seria preponderante no caso. Outra problemática é que se o médico for Testemunha de Jeova seria considerado negligente por não salvar o paciente, não realizando transfusão sanguínea? artigo jurídico - http://conhecimentovirtual.forumeiros.com/t258-transfusao-de-sangue
Argumento do testemunha de Jeová - http://www.jw.org/pt/publicacoes/livros/como-pode-o-sangue/Testemunhas-de-Jeov%C3%A1-o-desafio-cir%C3%BArgico-%C3%A9tico/
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Marcela Souza



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Sex Mar 27, 2015 2:40 am

Achei o texto muito interessante, não sabia que haviam tantos detalhes pro trás do que parecia ser uma simples transfusão de sangue. É incrível o que os bancos de sangue precisam fazer para que o sangue seja conservado para um futura (possível) transfusão sanguínea. Além disso, muitos exemplos do que pode acontecer numa pós-transfusão foram ditos, assim, percebi que, mesmo o sangue de duas pessoas sendo da mesma tipagem, problemas poderão surgir. E mesmo sabendo que atualmente muito mais pessoas doam sangue do que nos tempos passados, acredito que poderiam haver mais campanhas nas ruas chamando as pessoas para doar seu sangue, visto que o nosso sangue pode salvar vidas. Eu li esse texto e logo fui procurar mais sobre o assunto no site do Hemope, e logo encontrei uma animação com os tipos de sangue e o estoque dos mesmos, e achei muito interessante. Segue o site: http://www.hemope.pe.gov.br/
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marcus.caio



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Sex Mar 27, 2015 3:04 am

marcus.caio escreveu:
Professora Hélia
Sua pergunta foi muito boa, pois mexe muito com o raciocínio imediato - artifício esse de extrema importância para médicos (em especial, aqueles que estão em situações de emergência, como o do exemplo). Creio que a alternativa correta a se fazer seria a transfusão.
O quadro do paciente traz o sintoma cianose, o que indica que as extremidades do mesmo não estão recebendo o oxigênio necessário - isso é consequência da falta dos eritrócitos, que não estão levando o O2 para todas as partes do corpo. Ou seja, o que está faltando nele é uma oxigenação devida. O soro fisiológico, por sua vez, embora possa repor o volume de água e de moléculas essenciais (reduzindo o quadro de hipovolemia), não irá repor o número de hemácias perdidas com a hemorragia.

Hélia Cannizzaro escreveu:
Marcus Caio
Muito bem.
Faço-o, agora, um relato.
Você está de plantão, como Chefe do plantão, num Hospital de Emergência. Chega um paciente
que sofreu um grave acidente automobilístico com grande perda de sangue - um politraumatizado.
No hemograma de urgência, você detecta quadro grave na contagem de hemácias, Hb, Ht, VCM, HCM e CHCM.
O paciente está com sudorese intensa, PVC baixa (hipovolemia), torporoso (pouco lúcido), taquicardia, baixa PA,
extremidades frias, chegando à cianose.
Pergunta-se: mesmo considerando os riscos da transfusão, você faria neste paciente uma transfusão?
Ou reporia o volume hídrico com soro fisiológico?


marcus.caio escreveu:
As transfusões sanguíneas, embora sejam de extrema importância e muitas vezes até decisivas para a sobrevivência de determinado paciente, podem também trazer diversos riscos caso sejam feitas de forma indevida. Esse conjunto de problemas decorrentes de uma transfusão que deu errado é conhecido como reações adversas das transfusões. Tais reações podem ser agudas ou tardias, imunológicas ou não.
Exemplos de reações agudas não imunológicas: sobrecarga circulatória (decorrente do súbito aumento de volemia), embolia gasosa e contaminações bacterianas.
Exemplos de reações agudas imunológicas: reação febril não hemolítica (RFNH), edema pulmonar cardiogênico e também reações alérgicas e anafiláticas.
Exemplos de reações tardias não imunológicas: doenças transmitidas por vírus e protozoários presentes no sangue a ser transferido.
Exemplos de reações tardias imunológicas: púrpura pós-transfusional (situação raríssima) e reação REVH.
Ou seja, não basta fazer uma transfusão sanguínea com o intuito de salvar a vida de um paciente. É preciso estar atento para os riscos e problemas que tal transfusão poderá acarretar para a vida do mesmo, e dessa forma desenvolver um procedimento seguro e que não possa trazer complicações futuras.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Sab Mar 28, 2015 4:43 pm

Marcela Souza
Você percebe, claramente, a importância de um Banco de Sangue, como o HEMOPE, que
serve a todos os hospitais, da região metropolitana e interior.
Nós que fomos Médicos do Hospital da Restauração, testemunhamos esta competência.
A Imprensa escrita e falada cumpriria bem esta divulgação ampla e periódica.



Marcela Souza escreveu:
Achei o texto muito interessante, não sabia que haviam tantos detalhes pro trás do que parecia ser uma simples transfusão de sangue. É incrível o que os bancos de sangue precisam fazer para que o sangue seja conservado para um futura (possível) transfusão sanguínea. Além disso, muitos exemplos do que pode acontecer numa pós-transfusão foram ditos, assim, percebi que, mesmo o sangue de duas pessoas sendo da mesma tipagem, problemas poderão surgir. E mesmo sabendo que atualmente muito mais pessoas doam sangue do que nos tempos passados, acredito que poderiam haver mais campanhas nas ruas chamando as pessoas para doar seu sangue, visto que o nosso sangue pode salvar vidas. Eu li esse texto e logo fui procurar mais sobre o assunto no site do Hemope, e logo encontrei uma animação com os tipos de sangue e o estoque dos mesmos, e achei muito interessante. Segue o site: http://www.hemope.pe.gov.br/
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Transfusão de Sangue   Sab Mar 28, 2015 4:45 pm

Perfeito, Marcus Caio

marcus.caio escreveu:
marcus.caio escreveu:
Professora Hélia
Sua pergunta foi muito boa, pois mexe muito com o raciocínio imediato - artifício esse de extrema importância para médicos (em especial, aqueles que estão em situações de emergência, como o do exemplo). Creio que a alternativa correta a se fazer seria a transfusão.
O quadro do paciente traz o sintoma cianose, o que indica que as extremidades do mesmo não estão recebendo o oxigênio necessário - isso é consequência da falta dos eritrócitos, que não estão levando o O2 para todas as partes do corpo. Ou seja, o que está faltando nele é uma oxigenação devida. O soro fisiológico, por sua vez, embora possa repor o volume de água e de moléculas essenciais (reduzindo o quadro de hipovolemia), não irá repor o número de hemácias perdidas com a hemorragia.

Hélia Cannizzaro escreveu:
Marcus Caio
Muito bem.
Faço-o, agora, um relato.
Você está de plantão, como Chefe do plantão, num Hospital de Emergência. Chega um paciente
que sofreu um grave acidente automobilístico com grande perda de sangue - um politraumatizado.
No hemograma de urgência, você detecta quadro grave na contagem de hemácias, Hb, Ht, VCM, HCM e CHCM.
O paciente está com sudorese intensa, PVC baixa (hipovolemia), torporoso (pouco lúcido), taquicardia, baixa PA,
extremidades frias, chegando à cianose.
Pergunta-se: mesmo considerando os riscos da transfusão, você faria neste paciente uma transfusão?
Ou reporia o volume hídrico com soro fisiológico?


marcus.caio escreveu:
As transfusões sanguíneas, embora sejam de extrema importância e muitas vezes até decisivas para a sobrevivência de determinado paciente, podem também trazer diversos riscos caso sejam feitas de forma indevida. Esse conjunto de problemas decorrentes de uma transfusão que deu errado é conhecido como reações adversas das transfusões. Tais reações podem ser agudas ou tardias, imunológicas ou não.
Exemplos de reações agudas não imunológicas: sobrecarga circulatória (decorrente do súbito aumento de volemia), embolia gasosa e contaminações bacterianas.
Exemplos de reações agudas imunológicas: reação febril não hemolítica (RFNH), edema pulmonar cardiogênico e também reações alérgicas e anafiláticas.
Exemplos de reações tardias não imunológicas: doenças transmitidas por vírus e protozoários presentes no sangue a ser transferido.
Exemplos de reações tardias imunológicas: púrpura pós-transfusional (situação raríssima) e reação REVH.
Ou seja, não basta fazer uma transfusão sanguínea com o intuito de salvar a vida de um paciente. É preciso estar atento para os riscos e problemas que tal transfusão poderá acarretar para a vida do mesmo, e dessa forma desenvolver um procedimento seguro e que não possa trazer complicações futuras.
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