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 QUAL O GABARITO? (II)

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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: QUAL O GABARITO? (II)   Sab Out 26, 2013 12:58 am

QUAL O GABARITO? (II)
Não é a resposta certa que pontua neste programa. É o interesse na tentativa de responder.

1. Qual o agente etiológico mais comum da retinite em pacientes HIV positivos?
A. Toxoplasma gondii
B. Candida albicans
C. Citomegalovirus
D. Cryptococcus neoformans

2. São achados radiológicos da doença mitral, exceto:
A. Sinal do duplo contorno à direita
B. Cefalização do fluxo pulmonar
C. Alongamento do arco aórtico

3. Qual, dentre os medicamentos abaixo, usado em longo prazo, é causa de osteoporose secundária?
A. Tiazídicos (diuréticos)
B. Beta-bloqueadores
C. Estrogênios
D. Glicocorticóides

4. Qual das condições tireoidianas pode cursar, em sua evolução, com eutireoidismo, hipotireoidismo ou hipertireoidismo?
A. Doença de Graves
B. Tireoidite de Hashimoto
C. Tireoidite supurativa
D. Bócio endêmico

5. Qual a mais comum infecção adquirida intra-hospitalar?
A. Pulmonar
B. Ferida operatória
C. Urinária
D. Gastrointestinal


6. Qual a principal causa de febre nas primeiras 48 horas de pós-operatório?
A. Infecção da ferida
B. Tromboembolia pulmonar
C. Atelectasia
D. Flebite

7. Qual das neoplasias abaixo é mais frequentemente causa de febre de origem obscura?
A. Câncer de pâncreas
B. Câncer de pulmão
C. Hipernefroma
D. Linfomas

8. O alfa-2-interferon está indicado na terapêutica de, exceto:
A. Hepatite crônica por vírus B
B. Citomegalovirus
C. Hepatite crônica por vírus C
D. Papiloma vírus

9. Qual a droga de escolha para a profilaxia da malária?
A. Quinolonas
B. Cloroquina
C. Oxamniquine
D. Praziquantel




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lilian.parente



Mensagens : 6
Data de inscrição : 25/10/2013

MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Sab Out 26, 2013 5:15 am

Resposta da questão 3 - D (glicocorticoides)
Os glicocorticoides exercem múltiplos efeitos sistêmicos e locais, que podem levar a uma rápida perda óssea, caracterizando a osteoporose. Há efeitos diretos e indiretos. Os efeitos diretos estão relacionados à ação desta droga sobre as células ósseas e suas funções. Os indiretos se devem à ação dos glicocorticoides sobre o metabolismo do cálcio e vitamina D, secreção dos hormônios sexuais e efeito sobre a produção de prostaglandinas, citocinas e fatores de crescimento.

A resposta A (tiazídicos) está incorreta, pois os diuréticos tiazídicos promovem aumento na reabsorção transcelular de Ca++ no túbulo contorcido distal, tendo sido utilizado na perda de Ca++ por osteoporose em pacientes com hipercalciúria
Não foi encontrada nenhuma relação entre o uso de beta bloqueadores e osteoporose.
A resposta C (estrogênios) está incorreta, pois a diminuição dos niveis de estrogênio é fator determinante e responsável pelo inicio da osteoporose pós menopausa. Ou seja, a administração de estrógeno diminuiria a perda óssea na osteoporose.
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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Sab Out 26, 2013 6:02 pm

Perfeito Lilian Parente.
Nas doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide, anemia hemolítica, esclerose múltipla, poliarterite nodosa, etc) se utiliza com frequência corticoides. O que fazer para prevenir osteoporose nesses pacientes?
Um abraço,
Hélia Cannizzaro

lilian.parente escreveu:
Resposta da questão 3 - D ()as células ósseas e suas funções. Os indiretos se devem à ação dos glicocorticoides sobre o metabolismo do cálcio e vitamina D, secreção dosrmônios sexuais e efeito sobre a produção de prostaglandinas, citocinas e fatores de crescimento.

A resposta A (tiazídicos) está incorreta, pois os diuréticos tiazídicos promovem aumento na reabsorção transcelular de Ca++ no túbulo contorcido distal, tendo sido utilizado na perda de Ca++ por osteoporose em pacientes com hipercalciúria
Não foi encontrada nenhuma relação entre o uso de beta bloqueadores e osteoporose.
A resposta C (estrogênios) está incorreta, pois a diminuição dos niveis de estrogênio é fator determinante e responsável pelo inicio da osteoporose pós menopausa. Ou seja, a administração de estrógeno diminuiria a perda óssea na osteoporose.
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Luísa van-der Linden



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Data de inscrição : 26/10/2013

MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Sab Out 26, 2013 10:49 pm

Resposta - questão 5 - letra C:
A infecção do trato urinário (ITU) é, em geral, a mais comum forma de infecção hospitalar(35%a 45% dessas). Tal tipo de infecção se deve, na maioria dos casos(cerca de 80%), ao uso de cateter vesical. Mesmo com emprego de técnica adequada de inserção e uso do sistema de drenagem fechado, a colonização da urina na bexiga ocorrerá, provavelmente, em 50% dos pacientes após 10 a 14 dias de cateterização. Entre fatores que contribuem para a ITU estão: o fato de a urina ser meio de cultura(por conter glicose, apesar de ter pH baixo, alta concentração de ureia, entre outros fatores que lhe conferem atividade antibacteriana - como a presença de fluido prostático na urina do homem), anormalidades anatômicas e fisiológicas que levem a esvaziamento incompleto da bexiga(como, por exemplo, o estreitamento uretral e a presença de cálculos), a quebra de mecanismos de defesa inespecíficos pela sonda vesical(já que a uretra é dilatada e glândulas periuretrais têm seus ductos bloqueados). A ITU é mais comum em mulheres, devido ao comprimento menor da uretra, à proximidade do ânus(facilita a entrada de micro-organismos no trato urinário) e à ausência de fluido prostático.

http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/CIHCadernoB.pdf
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Rosália Nunes



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Data de inscrição : 27/10/2013

MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Dom Out 27, 2013 1:39 am

Questão 1- Resposta: Letra C
[justify]
O CMV é considerado um dos mais importantes patógenos oportunistas do paciente imunocomprometido. O impacto causado pelo CMV em cada um dos tipos de imunossupressão varia
de acordo com as características de cada uma delas. No caso da AIDS,o CMV tem um efeito deletério em sua progressão, pois há uma grande
relação entre o CMV e o HIV.A progressiva imunossupressão resultante da infecção do HIV aumenta a atividade do CMV. A retinite responde por aproximadamente 85%
das manifestações da doença no paciente, tanto que entre o período de 1981 e 1989 a retinite era usada como diagnostico definidor de AIDS, e é provável que essa tendência continue conforme os pacientes infectados pelo HIV vivam mais tempo com imunodeficiência profunda.
Artigo:http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/citomegalovirus-revisao.pdf

A retinite por CMV no paciente com AIDS é a infecção ocular mais comum e, muitas vezes, é de
início insidioso e requer uma intervenção rápida e agressiva, a fim de prevenir a perda visual. As
queixas oculares se apresentavam em 79,42% dos pacientes, enquanto que 21,36% não apresentavam qualquer queixa.
Artigo:http://www.scielo.br/pdf/ramb/v45n4/45n4a07.pdf
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mariana.chevrollier



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Dom Out 27, 2013 12:29 pm

Resposta - Questão 9 – letra B (cloroquina)

Comentário: Indicada, por exemplo, para viajantes que irão adentrar áreas atingidas pela malária, a cloroquina é classificada como uma droga supressiva quimioprofilática. Ela é efetiva no combate à malária na forma eritrocítica, ineficiente na fase aguda da malária. Seu mecanismo de ação baseia-se na inibição da polimerização (pela enzima heme polimerase) do grupo heme tóxico durante a proteólise da hemoglobina pelo trofozoíto. Essa polimerização do grupo heme, tóxico na sua forma livre e separado da globina na proteólise, é responsável pela formação de um cristal inerte, denominado hemozoína. Ocorre então, o acúmulo tóxico de grupos heme no parasita.
Vale adicionar que a cloroquina não é indicada para regiões onde se há resistência à mesma. O P. falciparum, por exemplo, tornou-se resistente na maioria das regiões nas quais é presente.

Fontes:
http://www.cdc.gov/malaria/travelers/drugs.html
http://farmacolog.dominiotemporario.com/doc/cap_25_-_Farmacos_antiprotozoarios.pdf
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC38150/pdf/pnas01525-0590.pdf
http://www.drugbank.ca/drugs/DB00608
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Dom Out 27, 2013 3:20 pm

Luísa Van-Der Linder
Correto
Só uma correção, meio de cultura favorável para "atividade bacteriana".
Pergunta-se, o desenvolvimento das infecções urinárias ocorre mais por bactérias Gram negativas ou positivas? Qual o exame específico, nós médicos solicitamos para identificar o agente etiológico causador? Qual o complemento deste exame identifica a escolha correta do antibiótico?
No aguardo,
Hélia Cannizzaro

Luísa van-der Linden escreveu:
Resposta - questão 5 - letra C:
A infecção do trato urinário (ITU) é, em geral, a mais comum forma de infecção hospitalar(35%a 45% dessas). Tal tipo de infecção se deve, na maioria dos casos(cerca de 80%), ao uso de cateter vesical. Mesmo com emprego de técnica adequada de inserção e uso do sistema de drenagem fechado, a colonização da urina na bexiga ocorrerá, provavelmente, em 50% dos pacientes após 10 a 14 dias de cateterização. Entre fatores que contribuem para a ITU estão: o fato de a urina ser meio de cultura(por conter glicose, apesar de ter pH baixo, alta concentração de ureia, entre outros fatores que lhe conferem atividade antibacteriana - como a presença de fluido prostático na urina do homem), anormalidades anatômicas e fisiológicas que levem a esvaziamento incompleto da bexiga(como, por exemplo, o estreitamento uretral e a presença de cálculos), a quebra de mecanismos de defesa inespecíficos pela sonda vesical(já que a uretra é dilatada e glândulas periuretrais têm seus ductos bloqueados). A ITU é mais comum em mulheres, devido ao comprimento menor da uretra, à proximidade do ânus(facilita a entrada de micro-organismos no trato urinário) e à ausência de fluido prostático.

http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/CIHCadernoB.pdf
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gustavoecf

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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Dom Out 27, 2013 3:23 pm

Resposta para a questão 7:
D. Linfomas

A maioria dos casos de FOI(febre de origem indeterminada) continua sem diagnóstico. Mas entre os casos com diagnóstico, as neoplasias se mostram como responsáveis por aproximadamente 15%. Dentro dos 15%, o principal causador da febre origem obscura seria leucemia ou linfoma.

Fontes:
http://www.manualmerck.net/?id=289&cn=1532
http://www.medportal.com.br/clinica-medica/febre-de-origem-indeterminada-artigo-de-revisao/
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/artigos/2722/febre_de_origem_indeterminada__papel_da_avaliacao_da_medula_ossea.htm
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Dom Out 27, 2013 3:28 pm

Rosália Nunes
Correto
Como se faz o diagnóstico preciso (exames complementares) da presença, em um paciente, de Citomegalovírus?
As doenças virais levam aumento no número de leucócitos (leucocitose) no Hemograma?
O CMV é frequente em indivíduos imunocompetentes?
No aguardo,
Hélia Cannizzaro

Rosália Nunes escreveu:
Questão 1- Resposta: Letra C
[justify]
O CMV é considerado um dos mais importantes patógenos oportunistas do paciente imunocomprometido. O impacto causado pelo CMV em cada um dos tipos de imunossupressão varia
de acordo com as características de cada uma delas. No caso da AIDS,o CMV tem um efeito deletério em sua progressão, pois há uma grande
relação entre o CMV e o HIV.A progressiva imunossupressão resultante da infecção do HIV aumenta a atividade do CMV. A retinite responde por aproximadamente 85%
das manifestações da doença no paciente, tanto que entre o período de 1981 e 1989 a retinite era usada como diagnostico definidor de AIDS, e é provável que essa tendência continue conforme os pacientes infectados pelo HIV vivam mais tempo com imunodeficiência profunda.
Artigo:http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/citomegalovirus-revisao.pdf

A retinite por CMV no paciente com AIDS é a infecção ocular mais comum e, muitas vezes, é de
início insidioso e requer uma intervenção rápida e agressiva, a fim de prevenir a perda visual. As
queixas oculares se apresentavam em 79,42% dos pacientes, enquanto que 21,36% não apresentavam qualquer queixa.
Artigo:http://www.scielo.br/pdf/ramb/v45n4/45n4a07.pdf
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Dom Out 27, 2013 3:37 pm

Mariana Chevrollier
Além da profilaxia seletiva e muitas vezes questionável, a cloroquina é terapêutica para a malária já instalada?
A vacina é o próprio antígeno atenuado termorregulado. Existe hoje vacinoterapia para a malária?
No aguardo,
Hélia Cannizzaro

mariana.chevrollier escreveu:
Resposta - Questão 9 – letra B (cloroquina)

Comentário: Indicada, por exemplo, para viajantes que irão adentrar áreas atingidas pela malária, a cloroquina é classificada como uma droga supressiva quimioprofilática. Ela é efetiva no combate à malária na forma eritrocítica, ineficiente na fase aguda da malária. Seu mecanismo de ação baseia-se na inibição da polimerização (pela enzima heme polimerase) do grupo heme tóxico durante a proteólise da hemoglobina pelo trofozoíto. Essa polimerização do grupo heme, tóxico na sua forma livre e separado da globina na proteólise, é responsável pela formação de um cristal inerte, denominado hemozoína. Ocorre então, o acúmulo tóxico de grupos heme no parasita.
Vale adicionar que a cloroquina não é indicada para regiões onde se há resistência à mesma. O P. falciparum, por exemplo, tornou-se resistente na maioria das regiões nas quais é presente.

Fontes:
http://www.cdc.gov/malaria/travelers/drugs.html
http://farmacolog.dominiotemporario.com/doc/cap_25_-_Farmacos_antiprotozoarios.pdf
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC38150/pdf/pnas01525-0590.pdf
http://www.drugbank.ca/drugs/DB00608
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Dom Out 27, 2013 3:46 pm

Respeitável Gustavo Ferreira
Correto
Qual o órgão de origem das leucemias mieloide e linfoide, e qual a principal localização no corpo dos linfomas?
Diante desta febre obscura e suspeitando de leucemia, qual primeiro exame a solicitar?
Diante desta febre obscura e suspeitando de linfoma, qual primeiro exame a solicitar?
Enfim, encaminhamento diagnóstico e DD.
No aguardo,
Hélia Cannizzaro



gustavoecf escreveu:
Resposta para a questão 7:
D. Linfomas

A maioria dos casos de FOI(febre de origem indeterminada) continua sem diagnóstico. Mas entre os casos com diagnóstico, as neoplasias se mostram como responsáveis por aproximadamente 15%. Dentro dos 15%, o principal causador da febre origem obscura seria leucemia ou linfoma.

Fontes:
http://www.manualmerck.net/?id=289&cn=1532
http://www.medportal.com.br/clinica-medica/febre-de-origem-indeterminada-artigo-de-revisao/
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/artigos/2722/febre_de_origem_indeterminada__papel_da_avaliacao_da_medula_ossea.htm
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Rosália Nunes



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Seg Out 28, 2013 12:28 am

?Como se faz o diagnóstico preciso (exames complementares) da presença, em um paciente, de Citomegalovírus?
Diagnóstico laboratorial: basicamente são três as técnicas laboratoriais utilizadas para pesquisa de infecção pelo CMV:
- Isolamento viral em cultura de fibroblastos humanos (padrão ouro);
- Detecção do DNA viral pela reação em cadeia da polimerase (PCR);
- Testes sorológicos (IgM anti-CMV e IgG anti-CMV).

Exames complementares
- Hemograma completo com contagem de plaquetas
- Bilirrubina total e frações
- Transaminases séricas
- Exame liquórico: celularidade, proteinorraquia, glicorraquia e pesquisa do DNA do CMV

Para crianças com infecção congênita pelo CMV
Avaliação clínica
 Peso, comprimento e perímetro cefálico
 Hepatimetria e tamanho do baço
 Fundoscopia ocular ao nascimento e com 12 e 60 meses

Avaliação auditiva
 Otoemissões acústicas
 Potencial evocado da audição (BERA) ao nascimento, com 3, 6, 12, 18, 24, 30 e 36 meses. A partir dessa idade, audiometria infantil condicionada a cada 6 meses até 6 anos de idade

Exames de imagem do SNC
 Tomografia computadorizada de crânio ao nascimento e, se alterada, repetir de acordo com a necessidade clínica

As doenças virais levam aumento no número de leucócitos (leucocitose) no Hemograma?
Não, as doenças virais, em geral, provocam  leucopenia (redução do número de leucócitos no sangue), a gripe é a virose mais frequente que causa leucopenia.

O CMV é frequente em indivíduos imunocompetentes?
O CMV é considerado um dos mais importantes patógenos oportunistas do paciente imunocomprometido. Entretanto a doença clínica é rara em indivíduos imunocompetentes.

http://www.hemorio.rj.gov.br/Html/pdf/Manuais/Leucopenia.pdf
http://doencasdosangue.blogspot.com.br/2009/12/leucopenia.html
http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/citomegalovirus-revisao.pdf
http://www.me.ufrj.br/portal/images/stories/pdfs/neonatologia/infeccao_por_citomegalovirus.pdf
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Seg Out 28, 2013 1:07 am

Rosália Nunes
Gostei muito do que li.
Um paciente que teve CMV permanece com a memória IgG anti-CMV para o resto da vida (CD45RO)?
Em qualquer teste imunológico (onde se analisa o Ac = anticorpo) é fundamental tipar IgM e IgG?
Por exemplo, numa suspeita de hepatite B, a pesquisa IgM anti HBsAg deu negativo e IgG anti HBsAg positivo.
A doença está em atividade?
Um abraço,
Hélia Cannizzaro


Rosália Nunes escreveu:
?Como se faz o diagnóstico preciso (exames complementares) da presença, em um paciente, de Citomegalovírus?
Diagnóstico laboratorial: basicamente são três as técnicas laboratoriais utilizadas para pesquisa de infecção pelo CMV:
- Isolamento viral em cultura de fibroblastos humanos (padrão ouro);
- Detecção do DNA viral pela reação em cadeia da polimerase (PCR);
- Testes sorológicos (IgM anti-CMV e IgG anti-CMV).

Exames complementares
- Hemograma completo com contagem de plaquetas
- Bilirrubina total e frações
- Transaminases séricas
- Exame liquórico: celularidade, proteinorraquia, glicorraquia e pesquisa do DNA do CMV

Para crianças com infecção congênita pelo CMV
Avaliação clínica
 Peso, comprimento e perímetro cefálico
 Hepatimetria e tamanho do baço
 Fundoscopia ocular ao nascimento e com 12 e 60 meses

Avaliação auditiva
 Otoemissões acústicas
 Potencial evocado da audição (BERA) ao nascimento, com 3, 6, 12, 18, 24, 30 e 36 meses. A partir dessa idade, audiometria infantil condicionada a cada 6 meses até 6 anos de idade

Exames de imagem do SNC
 Tomografia computadorizada de crânio ao nascimento e, se alterada, repetir de acordo com a necessidade clínica

As doenças virais levam aumento no número de leucócitos (leucocitose) no Hemograma?
Não, as doenças virais, em geral, provocam  leucopenia (redução do número de leucócitos no sangue), a gripe é a virose mais frequente que causa leucopenia.

O CMV é frequente em indivíduos imunocompetentes?
O CMV é considerado um dos mais importantes patógenos oportunistas do paciente imunocomprometido. Entretanto a doença clínica é rara em indivíduos imunocompetentes.

http://www.hemorio.rj.gov.br/Html/pdf/Manuais/Leucopenia.pdf
http://doencasdosangue.blogspot.com.br/2009/12/leucopenia.html
http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2010/03/citomegalovirus-revisao.pdf
http://www.me.ufrj.br/portal/images/stories/pdfs/neonatologia/infeccao_por_citomegalovirus.pdf
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cecilia bezerra



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Seg Out 28, 2013 1:26 am

6ª questão Resposta – C Atelectasia
Atelectasia ocorre quando, por alguma razão, os alvéolos de um setor pulmonar deixam de ser ventilado.
Pode ser um efeito secundário da anestesia geral (atelectasia pós-cirúrgica) e é a complicação pulmonar pós-operatória mais comum. Geralmente surge nas primeiras 48h, neste período o aparecimento de febre, taquipnéia e taquicardia levam a sua suspeita.  
Após uma intervenção cirúrgica o paciente deve procurar respirar profundamente, tossir regularmente e começar a se movimentar o mais rápido possível.

Fonte: http://revista.fmrp.usp.br/2008/VOL41N4/SIMP_4Cuidados_e_complicacoes-posoperatorias.pdf

Cecília Gonçalves Bezerra
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Seg Out 28, 2013 1:58 am

Cecília Bezerra
Em poucas palavras, você disse tudo.
Pense, a diminuição de volume de alvéolos viáveis aumenta a pressão, no sentido de maior resistência para as trocas gasosas. Assim, como na Lei de Gay-Lussac. PV=nRT ou P=nRT / V. O denominador estará diminuído em patologias como atelectasia, enfisema, etc, aumentando a pressão. SUAS OPORTUNAS SUGESTÕES VENCEM ESTA RESISTÊNCIA numa patologia que o próprio bloco cirúrgico condicionou, por exemplo (IATROGENIA).


cecilia bezerra escreveu:
6ª questão Resposta – C Atelectasia
Atelectasia ocorre quando, por alguma razão, os alvéolos de um setor pulmonar deixam de ser ventilado.
Pode ser um efeito secundário da anestesia geral (atelectasia pós-cirúrgica) e é a complicação pulmonar pós-operatória mais comum. Geralmente surge nas primeiras 48h, neste período o aparecimento de febre, taquipnéia e taquicardia levam a sua suspeita.  
Após uma intervenção cirúrgica o paciente deve procurar respirar profundamente, tossir regularmente e começar a se movimentar o mais rápido possível.

Fonte: http://revista.fmrp.usp.br/2008/VOL41N4/SIMP_4Cuidados_e_complicacoes-posoperatorias.pdf

Cecília Gonçalves Bezerra
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gustavoecf

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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Seg Out 28, 2013 2:09 pm

O órgão "de origem" seria a medula óssea, tendo problemas principalmente com excesso de linfoblastos para a leucemia linfoide e de leucócitos anormais ou uma célula precursora como o mieloblasto para a leucemia mieloide, esse crescimento exagerado de células não funcionais na medula óssea é que traz problemas na produção comum de células sanguíneas.

Sobre a localização dos linfomas, vi que o tipo Hodgkin é encontrado principalmente no mediastino e o não-Hodgkin(mais comum), com mais de 40 tipos, tem localização geralmente nos linfonodos do pescoço, axila e virilha.
Fonte:
http://www.mdsaude.com/2009/04/o-que-e-um-linfoma.html

Esses exames seriam para validar de vez o diagnóstico(DD é diagnóstico diferencial, né?)?
Creio que inicialmente um mielograma deve ser pedido em caso de suspeita leucemia, se este não for muito informativo, a biópsia de medula óssea seria uma opção viável para definição do diagnóstico.
Em caso de linfoma, creio que a biopsia do local que mostra a linfadenopatia é a melhor opção, havendo também exames de imagens que podem ajudar o diagnóstico.

Me apareceu uma dúvida, professora Hélia, é indicado mesmo para linfoma uma biopsia de medula óssea, a senhora saberia me explicar o porquê?

http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v27n1/07.pdf
http://discussoesclinicas.com.br/casos-clinicos/evolucao-clinica-e-investigacao-febre-de-origem-indeterminadafoi/

[quote="Hélia Cannizzaro"]Respeitável Gustavo Ferreira
Correto
Qual o órgão de origem das leucemias mieloide e linfoide, e qual a principal localização no corpo dos linfomas?
Diante desta febre obscura e suspeitando de leucemia, qual primeiro exame a solicitar?
Diante desta febre obscura e suspeitando de linfoma, qual primeiro exame a solicitar?
Enfim, encaminhamento diagnóstico e DD.
No aguardo,
Hélia Cannizzaro
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Ricardo Aquino Silveira



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Seg Out 28, 2013 2:48 pm

5 - C

As infecções urinárias são as que ocorrem com maior frequência no ambiente hospitalar devido à necessidade de instrumentação do trato urinário, tanto para diagnóstico quanto para drenagem de urina. Assepsia incorreta, utilização abusiva e indiscriminada de cateteres e traumatismos durante o procedimento são fatores que aumentam os riscos.
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Thiago Darlan



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Ter Out 29, 2013 2:48 am

Resposta da 6ºquestão: Letra C

A Atelectasia é determinada por algum fator que esteja causando uma falta de aeração ou ventilação em alguma parte do pulmão, especificamente, nos alvéolos. Assim, na ocorrência da atelectasia, não haverá trocas gasosas na região obstruída entre o sangue e os alvéolos, tendo como consequência a retração desses. A região pulmonar que sofreu essa baixa ventilação e consequente retração do alvéolos, enche-se geralmente de células sanguíneas, soro e muco, evoluindo para uma infecção. Como num pós-operatório de 48 horas, principalmente em cirurgias torácicas e abdominais, o paciente possui uma respiração com frequência menos profunda e evita tosses, zonas inferiores do pulmão não se expandem adequadamente podendo causar atelectasia e a consequente febre.

Fonte:
http://www.manualmerck.net/?id=62&cn=2121
http://revista.fmrp.usp.br/2008/VOL41N4/SIMP_4Cuidados_e_complicacoes-posoperatorias.pdf
http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/349219/atelectasia+pulmonar+o+que+e+isso.htm

Thiago Darlan
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mariana.chevrollier



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Ter Out 29, 2013 7:19 am

Além da profilaxia seletiva e muitas vezes questionável, a cloroquina é terapêutica para a malária já instalada?

A resistência à cloroquina é observada em grande parte da do agente patológico P falciparum. A resposta quanto à causa para essa resistência adquirida parece residir em mutações ocorridas no gene pfcrt. A cloroquina pode ser usada para tratar formas não complicadas da malária (não severas) e não-resistentes, sendo muito mais eficiente para o estágio de trofozoito da doença. Para o tratamento em áreas resistentes à cloroquina, utiliza-se, por exemplo, metafloquina, ou sulfato de quinina associada a outra droga.

http://jid.oxfordjournals.org/content/184/6/770.long
http://www.patient.co.uk/medicine/chloroquine
http://www.jstor.org/discover/10.2307/3281830?uid=2&uid=4&sid=21102831341257
http://www.cdc.gov/malaria/resources/pdf/treatmenttable.pdf

A vacina é o próprio antígeno atenuado termorregulado. Existe hoje vacinoterapia para a malária?

Não existe uma vacina difundida contra a malária, mas existem notícias e previsão para o início da utilização de uma vacina desenvolvida pela GlaxoSmithKline (GSK), que, em testes, obteve 46% de redução da malária em crianças entre 5-17 meses e 27% de redução em crianças entre 6 e 12 meses. Espera-se pela aprovação da EMA para o início do uso. É importante ressaltar, entretanto, que ela está destinada a crianças com até 18 meses.

http://www.bbc.co.uk/news/health-24431510
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lilian.parente



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Qua Out 30, 2013 7:16 pm

Boa tarde professora Hélia,
A prevenção de osteoporose induzida por glicocorticoides deve corrigir os fatores de risco para osteoporose (tabagismo, consumo excessivo de álcool), estabelecer uma dieta saudável rica em cálcio e vitamina D, alem da pratica de exercícios físicos.
Para tratamentos longos com utilização de glicocorticoides (como é o caso de doenças auto-imunes) é indicada a administração terapêutica de cálcio e vitamina D, objetivando evitar a osteoporose induzida por glicocorticoides. Os bifosfonatos são os fármacos de escolha para tratamento da osteoporose induzida por glicocorticoide. Há autores que defendem a calcitonina como alternativa terapêutica aos bifosfonatos, principalmente em casos de contra-indicação ou intolerância a estes.


Hélia Cannizzaro escreveu:
Perfeito Lilian Parente.
Nas doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide, anemia hemolítica, esclerose múltipla, poliarterite nodosa, etc) se utiliza com frequência corticoides. O que fazer para prevenir osteoporose nesses pacientes?
Um abraço,
Hélia Cannizzaro

lilian.parente escreveu:
Resposta da questão 3 - D ()as células ósseas e suas funções. Os indiretos se devem à ação dos glicocorticoides sobre o metabolismo do cálcio e vitamina D, secreção dosrmônios sexuais e efeito sobre a produção de prostaglandinas, citocinas e fatores de crescimento.

A resposta A (tiazídicos) está incorreta, pois os diuréticos tiazídicos promovem aumento na reabsorção transcelular de Ca++ no túbulo contorcido distal, tendo sido utilizado na perda de Ca++ por osteoporose em pacientes com hipercalciúria
Não foi encontrada nenhuma relação entre o uso de beta bloqueadores e osteoporose.
A resposta C (estrogênios) está incorreta, pois a diminuição dos niveis de estrogênio é fator determinante e responsável pelo inicio da osteoporose pós menopausa. Ou seja, a administração de estrógeno diminuiria a perda óssea na osteoporose.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Qui Out 31, 2013 5:39 pm

Gustavo Ferreira:
Eu te fiz umas perguntas em 27/10/2013.
É sobre isto?
Fico aguardando.
Hélia Cannizzaro


gustavoecf escreveu:
Resposta para a questão 7:
D. Linfomas

A maioria dos casos de FOI(febre de origem indeterminada) continua sem diagnóstico. Mas entre os casos com diagnóstico, as neoplasias se mostram como responsáveis por aproximadamente 15%. Dentro dos 15%, o principal causador da febre origem obscura seria leucemia ou linfoma.

Fontes:
http://www.manualmerck.net/?id=289&cn=1532
http://www.medportal.com.br/clinica-medica/febre-de-origem-indeterminada-artigo-de-revisao/
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/artigos/2722/febre_de_origem_indeterminada__papel_da_avaliacao_da_medula_ossea.htm
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gustavoecf

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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Qui Out 31, 2013 8:27 pm

Hélia Cannizzaro
Eu mandei a resposta para as suas novas perguntas, só que no meio da minha pesquisa, achei uma dúvida pra que a senhora me tire hahahaha está nessa página mesmo minha outra postagem.
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Rosália Nunes



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Qui Out 31, 2013 11:27 pm

Um paciente que teve CMV permanece com a memória IgG anti-CMV para o resto da vida (CD45RO)?
Um paciente que teve CMV,em geral, apresenta dois tipos de anticorpos,os mais comuns pertencem à classe IgG (imunoglobulina G) e IgM (imunoglobulina M). Os anticorpos IgM estão presentes apenas na fase aguda da infecção e os IgG, que aparecem também na fase aguda, persistem por toda a vida da pessoa, constituindo o que se chama de cicatriz sorológica.
Em qualquer teste imunológico (onde se analisa o Ac = anticorpo) é fundamental tipar IgM e IgG?
Sim. Pois ao entrar em contato com um patógeno o sistema imunológico irá desenvolver a produção de determinados anticorpos. A resposta primária tem, inicialmente, como anticorpo mediador a IgM (com pico entre 5 e 14 dias) e posteriormente a IgG ou IgA (com pico entre 2 a 8 semanas). E a partir da quantidade desses anticorpos pode se determinar o grau da infecção, por exemplo na identificação de um exame de toxoplasmose:
•  IgM  negativo (- ou não reagente) com IgG positivo (+ ou reagente): Infecção no passado com o T.gondii há mais de 1 ano, podendo não ter desenvolvido sintomas.
•  IgM negativo (- ou não reagente) com IgG negativo (- ou não reagente): Ausência de contato com o T.gondii ou infecção muito recente, dentro do prazo de poucos dias em que a resposta imunológica ainda não está detectável.

Por exemplo, numa suspeita de hepatite B, a pesquisa IgM anti HBsAg deu negativo e IgG anti HBsAg positivo.A doença está em atividade?
Para o Vírus da Hepatite B (HBV):
• HBsAg – Detecta antígenos de superfície do vírus da hepatite B
• Anti-HBs – Detecta anticorpo contra o antígeno de superfície do vírus da hepatite B

A partir do resultado que anticorpos IgM contra o antígeno de superfície do vírus da hepatite B deu negativo e anticorpos IgG contra o antígeno de superfície do vírus da hepatite B deu positivo somado as informações de o anticorpo IgM indicar a fase aguda da infecção e o anticorpo IgG indicar imunidade adquirida, chegaríamos a conclusão de que a doença não se encontra mais em atividade.
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Marina Zarzar



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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Sex Nov 01, 2013 3:06 am

8. O alfa-2-interferon está indicado na terapêutica de, exceto:
A. Hepatite crônica por vírus B
B. Citomegalovirus
C. Hepatite crônica por vírus C
D. Papiloma vírus

Resposta: B (citomegalovirus)
O alfa-2-interferon é utilizado no tratamento de HPV (papiloma vírus), hepatite crônica por vírus B e C, além de outras viroses, como o HIV. A droga utilizada no tratamento é chamada de peginterferon alfa-2a, por estar ligada ao polietileno-glicol a fim de aumentar a sua meia-vida. Os interferons são proteínas produzidas pelas células hospedeiras a fim de alertar o sistema imune de uma infecção viral, bacteriana, de parasita ou até mesmo por um tumor. Além disso, os interferons "interferem" na replicação viral, através de vários mecanismos de apoptose e de inibição proteica, combatendo, assim, esses patógenos. O citomegalovírus, assim como a dengue tipo 2, não são sensíveis aos interferons, pois bloqueiam a cascata de sinalização, interrompem a produção de mais interferons e inibem a indução de proteínas por interferons, o que torna inviável a terapêutica dessas viroses através da administração de interferons.

Fonte: http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/druginfo/meds/a605029.html


Marina Acevedo Zarzar de Melo
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Renato Pomilio

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MensagemAssunto: Re: QUAL O GABARITO? (II)   Qui Nov 14, 2013 2:32 am

2. --> C

A Doença Mitral, seja Estenose ou Regurgitação, se caracteriza por um má formação ou calcificação da valva mitral e/ou da valva aórtica. No geral, há uma maior resistência à passagem do fluxo sanguíneo do ventrículo esquerdo para a aorta ou um refluxo (significativo ou não) para o átrio. Essa maior resistência causada pelo mau funcionamento e rigidez da valva aumenta a pós-carga e diminui o débito cardíaco. Sendo assim, a função bombeadora do coração é prejudicada e o sangue é ejetado do VE com maior pressão, porém em menor quantidade.

É por conta dessa maior pressão com que o sangue é ejetado que a artéria aorta sofre alterações morfológicas para se adaptar à nova diferença pressórica. Isso significa que a aorta sofre um alargamento — e não um alongamento, como sugere a letra C — que possibilitará uma maior dilatação arterial durante a sístole ventricular para comportar o volume de líquido expulso do coração.

Ainda por conta dessa maior pós-carga gerada na Doença Mitral, o coração se adapta e seu VE sofre uma hipertrofia, a fim de facilitar a saída de sangue para a circulação sistêmica. Por isso é possível notar na radiografia o duplo contorno no lado direito como indicativo de aumento ventricular.

Quando o coração não funciona como deveria — o sangue está saindo com menor pressão na circulação pulmonar — o sangue pode se acumular nos pulmões ao sair das artérias pulmonares. Esse acúmulo de sangue ocorre por uma redistribuição do fluxo para o ápice do órgão, o que se chama de cefalização do fluxo sanguíneo. Em casos mais graves o acúmulo pode gerar edemas alveolares. O que eu não entendo é por que o edema só se forma na parte cranial do pulmão. Por acaso a hipertensão venocapilar acomete apenas a porção caudal? E sim, por que isso? Essas respostas eu não consegui achar, professora. Sad

Fontes:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066-782X2009001300014&script=sci_arttext
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066-782X2011002000001&script=sci_arttext
http://books.google.com.br/books?id=_2jAg4zTdakC&pg=PA304&dq=DOEN%C3%87A+MITRAL+RADIOLOGIa+Sinal+do+duplo+contorno+%C3%A0+direita&hl=pt-BR&sa=X&ei=3iyEUv77Ma754APe64CQBg&ved=0CDEQ6AEwAA#v=onepage&q=DOEN%C3%87A%20MITRAL%20RADIOLOGIa%20Sinal%20do%20duplo%20contorno%20%C3%A0%20direita&f=false


Última edição por Renato Pomilio em Sex Nov 15, 2013 3:28 am, editado 1 vez(es)
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