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 Diabetes e Hipertensão: funcionamento renal

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AutorMensagem
Maria Cláudia Ralino



Mensagens : 2
Data de inscrição : 16/07/2013

MensagemAssunto: Diabetes e Hipertensão: funcionamento renal   Qui Ago 15, 2013 1:16 am

Tive a oportunidade, através da disciplina de Saúde e Sociedade, no período de 2012.2, de conhecer melhor o funcionamento de um Posto de Saúde.
Fiz algumas pesquisas com a população que é atendida nesse Posto e pude constatar a altíssima incidência de diabetes e hipertensão.
Diante desse fato assustador, e do aumento da incidência desses dois males na sociedade atual, quis trazer para discussão a relação entre essas
duas doenças e o funcionamento renal.

* NEFROPATIA DIABÉTICA

A doença renal no diabético se inicia pelo descontrole crônico da glicemia. A hiperglicemia exagerada ultrapassa a capacidade do rim de poupar glicose,
permitindo perdê-la pela urina (glicosúria). O trabalho aumentado pelo excesso de glicosúria faz o rim crescer de tamanho, sendo este o primeiro sinal de
alteração encontrado nos exames de imagem. Até mesmo com compensação adequada do açúcar sanguíneo, lesões mínimas vão ocorrendo no rim durante
um período de 2 a 3 anos sem manifestação clínica ou laboratorial. A fase seguinte de instalação da nefropatia diabética se dá pelo aparecimento de proteínas
na urina sob a forma de microalbuminúria. Quando surge a microalbuminúria, iniciam-se, também, as lesões de esclerose do glomérulo que, com o tempo,
tornam-se difusas e aumentam a perda de albumina na urina. Com o avançar do tempo, a proteinúria aumenta muito e surgem sinais de insuficiência renal com
elevação da uréia e creatinina no sangue. Assim, a doença renal crônica já instalada avança irreversivelmente até a insuficiência renal final.

* HIPERTENSÃO ARTERIAL

O rim e a hipertensão arterial interagem de maneira íntima e complexa. O debate se a hipertensão é a causa ou a consequência da doença renal não tem apenas
importância acadêmica. No exame de um caso isolado, muitas vezes é difícil determinar se o rim está originando ou sendo vítima da hipertensão. Enquanto a
hipertensão primária tem sido atribuída, em parte, a alterações intrínsecas no manuseio renal de sódio, a hipertensão secundária é mais comumente causada
por doença renal parenquimatosa. Hipertensão sistêmica, seja primária ou secundária, é o fator de risco mais importante para a perda progressiva da função renal.
A hipertensão pode tornar os vasos sanguíneos dos rins mais espessados e rígidos. Com isto há uma redução da irrigação sanguínea tornando a função renal ineficiente.
Portanto, estes órgãos tornam-se incapazes de remover os produtos nocivos do corpo. Há uma retenção de sal, a qual faz com que o organismo armazene líquido.
Este acúmulo sobrecarrega o coração, aumenta a pressão arterial e pode traduzir-se sob a forma de edema (inchaço). A diminuição da irrigação sanguínea dos rins
também pode lesar ainda mais o tecido renal, causando uma perda maior da função renal. Eventualmente ocorre uma insuficiência total causando a uremia.
Este tipo de lesão ocorre quando a pressão não é controlada.



Abaixo segue links para quem se interessar mais pelo assunto:

http://www.scientia.blog.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/11/nefropatia-diabetica.pdf

http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/5-4/hipertensao.pdf

http://www.medonline.com.br/med_ed/med3/rimehipert.htm
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Aline Távora



Mensagens : 4
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Diabetes e Hipertensão: funcionamento renal   Dom Ago 18, 2013 6:09 pm

A respeito da nefropatia, acho interessante salientar a importância da detecção da proteinúria na avaliação do estágio da doença. A microalbuminúria funciona como um indicativo que prediz a instalação de uma nefropatia, e a medida que se detecta uma aumento na albuminúria percebe-se a progressão do dano a barreira de filtração glomerular. A presença de proteínas maiores na urina, como as cadeias leves de imunoglobulinas observadas no paciente com mieloma múltiplo, indicam uma lesão glomerular ainda mais extensa. Dessa forma, o entendimento dos parâmetros da barreira de filtração (tamanho e carga) possibilitam que a análise dos componentes da urina seja utilizada para mensurar a deterioração da função renal. Por exemplo, a presença em grande quantidade de proteínas grandes e com carga negativa indicam um grave dano a barreira de filtração glomerular, ou seja, uma doença renal.
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