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 Relação entre a amidalite crônica e a realização amigdalectomia.

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AutorMensagem
eduardo.holanda



Mensagens : 1
Data de inscrição : 25/06/2013

MensagemAssunto: Relação entre a amidalite crônica e a realização amigdalectomia.   Sab Jul 27, 2013 2:53 pm

Caros colegas e professora Hélia Cannizzaro,

gostaria de compartilhar com vocês uma dúvida a respeito da relação entre a amigdalite crônica e a necessidade da realização da amigdalectomia, e também as consequências para aqueles pacientes que fazem uso disso com o intuito de impedir lesões musculares e articulares.
É sabido que indivíduos com hipertrofia obstrutiva das tonsilas palatinas têm uma menor produção do hormônio do crescimento (GH), resultando em uma subdesenvolvimento pôndero-estatual. Isso se deve à hiperplasia tonsiliana obstrutiva, que promove um desarranjo do sono, isto é, uma apnéia obstrutiva do sono, "resultando na alteração da secreção fisiológica do hormônio do crescimento (GH), que acontece em pulsos, primordialmente durante à noite, mantendo íntima relação ao padrão de sono vivenciado".  Portanto, é necessário a realização da amigdalectomia, para promover ganho pôndero-estatural, principalmente naqueles pacientes de faixa etária pediátrica.
No caso inflamação das tonsilas palatinas qual é o motivo para ocorrer a sua retirada? E a outra questão, quais seriam os prejuízos para aqueles que retiram esse órgão linfoide por motivos diversos?

Desde já agradeço.

Att.
Eduardo de Holanda

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72992009000100010
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manoel.mendonca



Mensagens : 1
Data de inscrição : 29/07/2013

MensagemAssunto: Re: Relação entre a amidalite crônica e a realização amigdalectomia.   Seg Jul 29, 2013 4:04 am

Caro Eduardo de Holanda,

   
Pesquisando sobre o assunto, vi que por se saber atualmente da importância da atuação das tonsilas palatinas no sistema de defesa do organismo, os médicos só realizam sua remoção cirúrgica em casos em que exista algum problema crônico. As situações mais comuns para a realização da amigdalectomia são: dificuldade para respirar devido ao inchaço das amígdalas e adenóides (tecido linfático na parte posterior do nariz); presença de um tumor na garganta ou na passagem nasal; sete ou mais amigdalites em um único ano; dificuldade para engolir; cinco ou mais episódios por ano durante dois anos. Ou até quando as amígdalas e as adenóides ficam inchadas levando a quadros de apnéia, prejudicando seriamente a respiração principalmente durante o sono.

    Segue um trecho de um artigo mostrando algumas técnicas cirúrgicas para a remoção das tonsilas:
“Diversas técnicas cirúrgicas foram descritas por Fowler em seu livro “Tonsil Surgery”, publicado em 1930.

• Técnica de Bellevue: após a incisão no pilar tonsilar anterior, a dissecção é realizada com uma tesoura curva de Metzembaum até o pilar inferior onde, com uma tesoura de Eaves, completa-se a retirada da tonsila;
• Técnica de Barnes: após a incisão, a tonsila é dissecada com um descolador rombo até se completar a tonsilectomia;
• Cirurgia de Sluder: após o descolamento da amígdala, usa-se uma guilhotina (tonsilótomo de Sluder);
• Técnica de Matthews: geralmente feita com anestesia local, após a incisão do pilar tonsilar anterior, o descolamento é realizado com uma tesoura de Chase- Richards até o pólo inferior, onde, no pedículo venosoarterial utiliza-se uma guilhotina para a remoção da tonsila;
• Técnica de Fisher: o autor desenvolveu um descolador serrilhado que completa a dissecção da tonsila até o seu final.
Avanços recentes na tecnologia com laser proporcionaram a inclusão de mais três técnicas no tratamento cirúrgico das tonsilas palatinas: Tonsilectomia a laser; Criptólise a laser; Tonsilotomia a laser.
Na tonsilectomia a laser, retira-se totalmente a tonsila palatina utilizando o laser, preferencialmente de dióxido de carbono, como um eletrocautério. A criptólise a laser de CO2, descrita por KRESPI em 1993, promove uma remoção da parte da amígdala exposta medialmente, retirando cirurgicamente as criptas tonsilares. A tonsilotomia é uma variação da criptólise, geralmente realizada com laser de CO2, que também pode ser realizada com cautério bipolar. A superfície medial da tonsila, exposta à via área e à cavidade oral é removida como uma peça única de tecido. Estas duas últimas técnicas promovem menos dor e sangramento pós-operatório, além de permitir a retenção de porções significativas do anel linfático de Waldeyer com sua competência imunológica funcionante.”

http://www.internationalarchivesent.org/conteudo/acervo_port.asp?id=268

Att,
Manoel Augusto Mendonça
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medicina133ufpe



Mensagens : 32
Data de inscrição : 06/06/2013
Idade : 25

MensagemAssunto: Re: Relação entre a amidalite crônica e a realização amigdalectomia.   Ter Jul 30, 2013 9:45 pm

Do artigo exposto:
"Entretanto, há ainda muita controvérsia quanto à capacidade destas técnicas em promover a melhora do comprometimento infeccioso e/ou da apnéia do paciente, sendo necessários, às vezes, vários tempos cirúrgicos (8-10)."
Muito bom, Manoel. Listar as técnicas desenvolvidas foi oportuno para que observemos que a melhor estratégia para remoção dessa estrutura pode variar, a depender do comprometimento/disposição da mesma. Vale salientar que outros métodos ainda estão em fase de desenvolvimento e os que já existem permanecem em aprimoramento e avaliação.

Att,
Victor Pereira Fernandes da Silva
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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Relação entre a amidalite crônica e a realização amigdalectomia.   Qui Ago 01, 2013 6:43 pm

Eduardo de Holanda
Desculpe meu atraso em ler as postagens da Turma 133.
O Sistema Linfoide é constituído pelas tonsilas, placa de Peyer (principalmente na altura do íleo),
Timo, Baço e linfonodos (gânglios linfáticos).
O primeiro, segundo, quarto e quinto secretam Acs através dos linfócitos B, entre outras células existentes,
e o Timo: linfócitos T, células dendríticas e NK (natural Killer).
A amidalectomia foi uma prática muito realizada no século passado, principalmente a partir dos anos 60.
Eu, fui uma das pacientes, e não entrei na estatística do growth hormone (GH), felizmente.
A Imunologia tem em torno de 100 anos, pelo menos sua maturidade. Naquela época pouco se
sabia da gravidade e apesar da penicilina estar em pauta - muitas doenças não combatia.
Uma delas é o que você denominou de "lesões musculares e articulares".
As amígdalas são focos de Streptococcus beta hemolítico do Grupo A de Lancenfield. Este agente
bacteriano Gram positivo produz também beta-lactamases que naquela época não existia
antibióticos específicos como hoje temos.
Este Streptococcus leva com frequência FR (Febre Reumática) com as suas "lesões articulares e musculares"
e/ou GNDA (glomerulonefrite difusa aguda).
Veio então a amidalectomia como opção definitiva.
Hoje é bem mais raro, mesmo porque as tonsilas são as primeiras sentinelas imunológicas (a céu aberto)
do corpo, e de suas importâncias.
Fico à sua disposição para ampliarmos novos conhecimentos sobre este tema.
Hélia Cannizzaro


eduardo.holanda escreveu:
Caros colegas e professora Hélia Cannizzaro,

gostaria de compartilhar com vocês uma dúvida a respeito da relação entre a amigdalite crônica e a necessidade da realização da amigdalectomia, e também as consequências para aqueles pacientes que fazem uso disso com o intuito de impedir lesões musculares e articulares.
É sabido que indivíduos com hipertrofia obstrutiva das tonsilas palatinas têm uma menor produção do hormônio do crescimento (GH), resultando em uma subdesenvolvimento pôndero-estatual. Isso se deve à hiperplasia tonsiliana obstrutiva, que promove um desarranjo do sono, isto é, uma apnéia obstrutiva do sono, "resultando na alteração da secreção fisiológica do hormônio do crescimento (GH), que acontece em pulsos, primordialmente durante à noite, mantendo íntima relação ao padrão de sono vivenciado".  Portanto, é necessário a realização da amigdalectomia, para promover ganho pôndero-estatural, principalmente naqueles pacientes de faixa etária pediátrica.
No caso inflamação das tonsilas palatinas qual é o motivo para ocorrer a sua retirada? E a outra questão, quais seriam os prejuízos para aqueles que retiram esse órgão linfoide por motivos diversos?

Desde já agradeço.

Att.
Eduardo de Holanda

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72992009000100010
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