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 Colecistectomia (=retirada da vesícula biliar)

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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Colecistectomia (=retirada da vesícula biliar)   Sex Abr 24, 2015 2:37 pm

Interessa, aqui, uma leitura curiosa. Mesmo porque todo tema cirúrgico nos convence da precocidade do tema
e de não estarmos dentro de um bloco cirúrgico capacitados, literalmente, para realizar esta cirurgia.
Mas, interessa, em definitivo, o primeiro contato com o tema e da importância do conhecimento profundo de anatomia e histologia.
E nos perguntamos:
1. Uma inflamação na vesícula biliar pode levar seu rompimento dentro da cavidade abdominal?
2. Colecistite (inflamação) é diferente de colelitíase (cálculo)?
3. Uma colelitíase pode levar uma colecistite?
4. Qual o momento certo para indicar uma cirurgia nessas condições?
5. Se o cálculo migrar para o cístico e/ou colédoco pode ocorrer icterícia?
6. Nesse item 5, pode ocorrer uma pancreatite concomitante?

Colecistectomia aberta (não laparoscópica) = retirada da vesícula biliar
A vesícula biliar, histologicamente, é uma cavidade oca constituída (da luz para a periferia) de epitélio cilíndrico simples que repousa num tecido conjuntivo frouxo (TCF) perivascular (LP), uma musculatura lisa e uma adventícia (quando da proximidade do fígado) ou uma serosa (parte livre na cavidade abdominal).

Boletim Operatório

Anestesia – Geral;

Posição do paciente – decúbito dorsal;

Cuidados Iniciais – Cateterização nasogástrica (sonda nasogástrica) mantida apenas durante o ato cirúrgico, para esvaziar o estômago e facilitar o acesso à vesícula. Cateterização vesical (bexiga) para controle da diurese (volume urinário normal nas 24 horas - média de 1200 ml).

Tempos cirúrgicos principais
1. Fazer uma incisão de 1 a 2cm na linha hemiclavicular, cerca de 2 dedos abaixo do rebordo costal;
2. Seccionar transversalmente a aponeurose do oblíquo externo, divulsionar os músculos da parede abdominal e abrir o peritônio;
3. Usando afastadores de Farabeuf, separar as bordas da ferida e localizar o fundo da vesícula;
4. Pinçar o fundo da vesícula e tracioná-lo para fora da cavidade abdominal;
5. Com tesoura e eletrocautério (fazendo hemostasia), desperitonizar a face hepática da vesícula, o que permite exteriorizá-la progressivamente;
6. Com o fundo da vesícula biliar fora da cavidade abdominal e protegendo as bordas da ferida cirúrgica, quando houver cálculos maiores ou múltiplos, a vesícula exteriorizada pode ser aberta para remover todos os cálculos com auxílio de pinça e aspirador;
7. Continuar a desperitonização até identificar os ligamentos colecistocólico e colecistoduodenal (amarelados) que deverão ser seccionados junto à vesícula. Identificar a artéria cística, exposta por tração da vesícula, na sua parte medial, e seccioná-la entre ligadura com fio inabsorvível 3.0. Identificar o ducto cístico e a sua entrada no colédoco;
8. Seccionar o ducto cístico entre ligaduras duplas (rente à vesícula para evitar ligadura ou lesão acidental do colédoco) usando fio inabsorvível 3.0;
9. Remover a vesícula, conferir a hemostasia (evitar sangramentos), e fechar a parede abdominal por planos anatômicos/histológicos.


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Hamires



Mensagens : 4
Data de inscrição : 22/03/2015

MensagemAssunto: Re: Colecistectomia (=retirada da vesícula biliar)   Dom Abr 26, 2015 6:20 pm

Cerca de 80% das colecistites são devidos à presença de cálculos que causam obstrução dos canais biliares, ou seja, são uma conseqüência da litiase biliar: cálculos ou pedras no interior da vesícula. Em geral estas pedras, constituidas de colesterol ou bilirrubina são as responsáveis pelo início do quadro clínico. A estase de liquido biliar permite a multiplicação de bactérias, que levam à inflamação. Logo a Colelitíase pode levar a colecistite.
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Rodrigo Serpa



Mensagens : 3
Data de inscrição : 19/03/2015

MensagemAssunto: Re: Colecistectomia (=retirada da vesícula biliar)   Dom Abr 26, 2015 8:21 pm

Professora, acho importante ressaltar que existe uma síndrome conhecida como síndrome pós-colecistectomia, resultada por alterações ocorridas no fluxo da bile, em decorrência da remoção do seu local de armazenamento, que é a vesícula biliar. Dois tipos distintos de problemas podem ser encontrados nesses casos. Primeiro, é o contínuo aumento do refluxo de bile para o trato gastrointestinal superior, fator que pode contribuir para o aparecimento ou agravamento de esofagite ou gastrite. A outra consequência está relacionada ao trato gastrointestinal inferior, podendo haver cólicas intestinais e diarreia. Além dessas manifestações clínicas, também podem estar presentes, gases, flatulência, náuseas, vômitos e icterícia.
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Hélia Cannizzaro



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Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Colecistectomia (=retirada da vesícula biliar)   Ter Abr 28, 2015 7:12 pm

Hamires
Exatamente.
Hamires escreveu:
Cerca de 80% das colecistites são devidos à presença de cálculos que causam obstrução dos canais biliares, ou seja, são uma conseqüência da litiase biliar: cálculos ou pedras no interior da vesícula. Em geral estas pedras, constituidas de colesterol ou bilirrubina são as responsáveis pelo início do quadro clínico. A estase de liquido biliar permite a multiplicação de bactérias, que levam à inflamação. Logo a Colelitíase pode levar a colecistite.
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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Colecistectomia (=retirada da vesícula biliar)   Ter Abr 28, 2015 7:16 pm

Rodrigo Serpa
Você tocou num ponto fundamental. Após "ectomia" (retirada) quem substituirá?
Os pacientes, quase a maioria, após colecistectomia apresentam dificuldade de digestão,
flatulência, náuseas, vômitos, etc. - como você citou.
Aqui, o papel do nutricionista (nosso parceiro) é fundamental na re-educação alimentar.

Rodrigo Serpa escreveu:
Professora, acho importante ressaltar que existe uma síndrome conhecida como síndrome pós-colecistectomia, resultada por alterações ocorridas no fluxo da bile, em decorrência da remoção do seu local de armazenamento, que é a vesícula biliar. Dois tipos distintos de problemas podem ser encontrados nesses casos. Primeiro, é o contínuo aumento do refluxo de bile para o trato gastrointestinal superior, fator que pode contribuir para o aparecimento ou agravamento de esofagite ou gastrite. A outra consequência está relacionada ao trato gastrointestinal inferior, podendo haver cólicas intestinais e diarreia. Além dessas manifestações clínicas, também podem estar presentes, gases, flatulência, náuseas, vômitos e icterícia.
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