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 Leucemia Mieloide Crônica (LMC)

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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Sab Mar 28, 2015 7:51 pm

1. Os leucócitos normalmente entre 50.000 – 300.000/mm3 (normalmente, neutrófilos e mielócitos);
2. Basofilia. A eosinofilia presente tem menos utilidade diagnóstica;
3. Monocitose;
4. Linfócitos normais;
5. Anemia normocrômica e normocítica;
6. Púrpura trombocitopênica;
7. MO – Hiperplasia de elementos granulocíticos;
8. Cromossoma de Filadélfia devido a um gene quimérico bcr-abl no cromossomo 22, e, é encontrado em 95% dos casos precoces de fase crônica;
9. Ácido úrico sérico e urinário aumentados;
10. Lactato desidrogenase elevada;
11. Aumento de TGO e TGP;
12. Eletroforese de proteínas: aumento de gamaglobulinas (=imunoglobulinas = Acs) e diminuição de albumina e alfa 1 e 2.
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Thais.Rocha



Mensagens : 11
Data de inscrição : 21/03/2015

MensagemAssunto: Re: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Dom Mar 29, 2015 2:59 pm

Nos anos, novas drogas que visam se ligar e destruir partes específicas das células cancerosas têm se tornado uma opção de tratamento padrão para muitas pessoas com câncer. Sabendo que a proteína tirosina quinase BCR-ABL é a causadora da LMC, as drogas que se ligam diretamente e inibem a BCR-ABL são conhecidas como inibidores da tirosina quinase e tornaram-se o tratamento padrão para a doença. A leucemia mieloide crônica tem sido tradicionalmente tratada com medicação única e possui uma resposta esperada de acordo com o tempo de tratamento com esta terapia padrão.
A quimioterapia foi um dos principais tratamentos para pacientes com LMC, mas é indicada com menos frequência, agora que os inibidores da tirosina quinase estão disponíveis.
Porém, a quimioterapia pode ser usada para tratar a LMC quando o paciente não responde a nenhum dos inibidores da tirosina quinase.
Alguns dos inibidores são:Mesilato de imatinibe, Dasatinibe e Nilotinibe
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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Dom Mar 29, 2015 6:50 pm

Thais Rocha
Muito bom.


Thais.Rocha escreveu:
Nos anos, novas drogas que visam se ligar e destruir partes específicas das células cancerosas têm se tornado uma opção de tratamento padrão para muitas pessoas com câncer. Sabendo que a proteína tirosina quinase BCR-ABL é a causadora da LMC, as drogas que se ligam diretamente e inibem a BCR-ABL são conhecidas como  inibidores da tirosina quinase e tornaram-se o tratamento padrão para a doença. A leucemia mieloide crônica tem sido tradicionalmente tratada com medicação única e possui uma resposta esperada de acordo com o tempo de tratamento com esta terapia padrão.
A quimioterapia foi um dos principais tratamentos para pacientes com LMC, mas é indicada com menos frequência, agora que os inibidores da tirosina quinase estão disponíveis.
Porém, a quimioterapia pode ser usada para tratar a LMC quando o paciente não responde a nenhum dos inibidores da tirosina quinase.
Alguns dos inibidores são:Mesilato de imatinibe, Dasatinibe e Nilotinibe
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Ariadne Souto Maior



Mensagens : 10
Data de inscrição : 22/03/2015

MensagemAssunto: Re: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Seg Mar 30, 2015 8:26 pm

Interessante observar que a LMC difere de outros tipos de leucemia por fatores diversos. Por exemplo, ao contrário da leucemia mieloide aguda, a LMC permite o desenvolvimento de outras células normais na medula óssea, tendo assim uma progressão menos severa. Além disso, distingue-se pela presença de uma anormalidade genética nas células doentes, que é o cromossomo Philadelphia, o que leva à produção de um proteína mutante (tirosina quinase). Esta proteína é o alvo de tratamentos medicamentosos específicos (terapia alvo), que visam bloquear seus efeitos, como foi bem assinalado por Thais.Rocha.
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Hélia Cannizzaro



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Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Seg Mar 30, 2015 9:17 pm

Ariadne Souto Maior
Lido.

Ariadne Souto Maior escreveu:
Interessante observar que a LMC difere de outros tipos de leucemia por fatores diversos. Por exemplo, ao contrário da leucemia mieloide aguda, a LMC permite o desenvolvimento de outras células normais na medula óssea, tendo assim uma progressão menos severa. Além disso, distingue-se pela presença de uma anormalidade genética nas células doentes, que é o cromossomo Philadelphia, o que leva à produção de um proteína mutante (tirosina quinase). Esta proteína é o alvo de tratamentos medicamentosos específicos (terapia alvo), que visam bloquear seus efeitos, como foi bem assinalado por Thais.Rocha.
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Aldovilar



Mensagens : 4
Data de inscrição : 21/03/2015

MensagemAssunto: Re: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Seg Mar 30, 2015 11:39 pm

O transplante de medula óssea vermelha é uma das formas de tratamento da LMC. A medula saudável deve partir de um doador cadastrado que tenha compatibilidade com o paciente leucêmico. O grande problema é que as chances de compatibilidade são baixas, podendo chegar a 1/100.000. Para tal, imagino que seja imprescindível que ocorram campanhas conscientizadoras, de forma a incentivar o cadastramento de novos doadores e aumentar as chances de encontrar compatibilidade. Compartilho aqui um interessante vídeo que mostra o procedimento de doação de medula e desmistifica algumas ideias sobre a operação:
https://www.youtube.com/watch?v=PlFhC1egESI
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alinerayane



Mensagens : 4
Data de inscrição : 20/03/2015

MensagemAssunto: Re: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Ter Mar 31, 2015 12:54 am

Ao ler o tema "leucemia mieloide crônica" me veio logo o interesse em pesquisar sobre a medula óssea que é o local de produção das células sanguíneas e as células-tronco do sangue são as responsáveis pela produção de todas as células sanguíneas no interior da medula óssea. Nesse processo,, as células se desenvolvem em um dos três tipos principais de componentes celulares: glóbulos vermelhos, plaquetas, glóbulos brancos. Com isso, compreende-se que a LMC é o câncer das células brancas do sangue, de comprometimento da linhagem mieloide. Diante disso, observa-se que objetivo do tratamento da leucemia mieloide crônica em pacientes que possuem o cromossomo Filadélfia é a eliminação dessas células e sua remissão completa. Dessa forma, constata-se a existência do tratamento com interferon(frequentemente administrado por via intramuscular), sendo o interferon-alfa o mais utilizado na LMC ele atua reduzindo o crescimento e a divisão das células leucêmicas. Esse método de tratamento está sendo complementado, como dito nos comentários anteriores, pelos inibidores de tirosina.
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Ana Catarina Viana Jardim



Mensagens : 4
Data de inscrição : 25/03/2015

MensagemAssunto: Re: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Ter Mar 31, 2015 4:52 am

A orientação médica e o tratamento quimioterápico de forma eficiente conseguiram transformar a realidade de pessoas com câncer, inclusive de LMC. Em 1950, surge a droga bissulfam, que retarda a invasão de células malignas na corrente sanguínea. Em contrapartida, o quimioterápico possuía uma toxicidade pulmonar que restringia sua administração nosmpacientes. Posteriormente, então, tal droga é trocada pelo hidroxiureia, menos tóxica e mais produtiva em relação ao tempo de ação, porém não representava a a anulação da atividade oncológica. Em 1990, então, é descoberto a capacidade da proteína interferon alfa, que causa o desaparecimento de células da leucemia no sangue em 4/5 dos casos em que era administrado. Em relação ao cromossomo Filadélfia, tinha eficiencia de 58%. Assim, foi possível o aumento da longevidade dos portadores de LMC, mesmo considerando a toxicidade da droga.
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Hélia Cannizzaro



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Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Ter Abr 07, 2015 7:24 pm

Grande Aldo Vilar
Na nova série de Imunologia que farei no CV, e começo com Transplante
falarei de alguns pontos de "compatibilidade".
Acho que vai gostar.

Aldovilar escreveu:
O transplante de medula óssea vermelha é uma das formas de tratamento da LMC. A medula saudável deve partir de um doador cadastrado que tenha compatibilidade com o paciente leucêmico. O grande problema é que as chances de compatibilidade são baixas, podendo chegar a 1/100.000. Para tal, imagino que seja imprescindível que ocorram campanhas conscientizadoras, de forma a incentivar o cadastramento de novos doadores e aumentar as chances de encontrar compatibilidade. Compartilho aqui um interessante vídeo que mostra o procedimento de doação de medula e desmistifica algumas ideias sobre a operação:
https://www.youtube.com/watch?v=PlFhC1egESI
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Hélia Cannizzaro



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Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Ter Abr 07, 2015 7:26 pm

Aline Rayane
Excelente contribuição.

alinerayane escreveu:
Ao ler o tema "leucemia mieloide crônica" me veio logo o interesse em pesquisar sobre a medula óssea que é o local de produção das células sanguíneas e as células-tronco do sangue são as responsáveis pela produção de todas as células sanguíneas no interior da medula óssea. Nesse processo,, as células se desenvolvem em um dos três tipos principais de componentes celulares: glóbulos vermelhos, plaquetas, glóbulos brancos. Com isso, compreende-se que a LMC é o câncer das células brancas do sangue, de comprometimento da linhagem mieloide. Diante disso, observa-se que objetivo do tratamento da leucemia mieloide crônica em pacientes que possuem o cromossomo Filadélfia é a eliminação dessas células e sua remissão completa. Dessa forma, constata-se a existência do tratamento com interferon(frequentemente administrado por via intramuscular), sendo o interferon-alfa o mais utilizado na LMC ele atua reduzindo o crescimento e a divisão das células leucêmicas. Esse método de tratamento está sendo complementado, como dito nos comentários anteriores, pelos inibidores de tirosina.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Ter Abr 07, 2015 7:33 pm

Aline Rayane
Me recordei de um fato que esqueci de comentar, e voltei.
O interferon tem uma resposta do tipo Th1 (T helper 1), como tem o TNF-alfa (fator necrose
de tumor-alfa), IL-1, IL-2, IL-12, etc.
O Interferon, no tratamento de LMC faz um swittiching privilegiando a ação Th1 (com IFN-alfa, por exemplo, que você citou), no lugar de Th2 (IL-4, IL-5, etc.). Todos são citocinas (proteínas pró-inflamatórias).

alinerayane escreveu:
Ao ler o tema "leucemia mieloide crônica" me veio logo o interesse em pesquisar sobre a medula óssea que é o local de produção das células sanguíneas e as células-tronco do sangue são as responsáveis pela produção de todas as células sanguíneas no interior da medula óssea. Nesse processo,, as células se desenvolvem em um dos três tipos principais de componentes celulares: glóbulos vermelhos, plaquetas, glóbulos brancos. Com isso, compreende-se que a LMC é o câncer das células brancas do sangue, de comprometimento da linhagem mieloide. Diante disso, observa-se que objetivo do tratamento da leucemia mieloide crônica em pacientes que possuem o cromossomo Filadélfia é a eliminação dessas células e sua remissão completa. Dessa forma, constata-se a existência do tratamento com interferon(frequentemente administrado por via intramuscular), sendo o interferon-alfa o mais utilizado na LMC ele atua reduzindo o crescimento e a divisão das células leucêmicas. Esse método de tratamento está sendo complementado, como dito nos comentários anteriores, pelos inibidores de tirosina.
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Hélia Cannizzaro



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Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Leucemia Mieloide Crônica (LMC)   Ter Abr 07, 2015 7:36 pm

Ana Catarina Viana Jardim
Muito bom.

Ana Catarina Viana Jardim escreveu:
A orientação médica e o tratamento quimioterápico de forma eficiente conseguiram transformar a realidade de pessoas com câncer, inclusive de LMC. Em 1950, surge a droga bissulfam, que retarda a invasão de células malignas na corrente sanguínea. Em contrapartida, o quimioterápico possuía uma toxicidade pulmonar que restringia sua administração nosmpacientes. Posteriormente, então, tal droga é trocada pelo hidroxiureia, menos tóxica e mais produtiva em relação ao tempo de ação, porém não representava a a anulação da atividade oncológica. Em 1990, então, é descoberto a capacidade da proteína interferon alfa, que causa o desaparecimento de células da leucemia no sangue em 4/5 dos casos em que era administrado. Em relação ao cromossomo Filadélfia, tinha eficiencia de 58%. Assim, foi possível o aumento da longevidade dos portadores de LMC, mesmo considerando a toxicidade da droga.
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