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 O Coração na Gravidez

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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Dom Mar 22, 2015 6:22 pm

Ariadne Souto Maior
Ok.
Tenho um conceito formado que todo médico, em todas as especialidades, deveriam ler, pelo menos, ECG.
Se não são treinados a auscultar, sopros, primeira, segunda, terceira ou quarta bulha, etc., é um detalhe
mais refinado da Cardiologia. Mas, que todas as especialidades pudessem ler ECG, várias patologias
seriam diagnosticadas e encaminhadas para os Cardiologistas. Desta feita, no caso de mulheres
que desejam engravidar, se evitaria o desdobramento de patologias em cascata para mãe e feto.

Ariadne Souto Maior escreveu:
Aproveitando o gancho do comentário de meu colega Danilo Aires, saliento a importância dos cuidados da futura gestante para consigo mesma. É de extrema relevância que a mulher conheça bem seu corpo antes de enfrentar uma gestação. Um exemplo claro: muitas desconhecem que possuem alguma deficiência cardíaca e, durante a gravidez, isso pode se tornar um problema, já que nesse período o coração funciona de maneira mais acelerada (para compensar o volume extra de sangue que está circulando). Sendo assim, é importante buscar o auxilio de um cardiologista antes da gestação.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Dom Mar 22, 2015 6:24 pm

Ariadne Souto Maior
Se tempo tiver, como já havia falado, quero escrever sobre eclâmpsia.

Ariadne Souto Maior escreveu:
É interessante ressaltar, também, que durante a gestação pode ocorrer um fenômeno chamado hipertensão gestacional, que acomete cerca de 10% das gestantes em todo mundo. A doença surge principalmente nos últimos seis meses, quando há aumento da pressão, edema, inchaço dos membros inferiores e alteração dos exames, como aumento de ácido úrico e proteinúrias. Os casos menos graves podem ser resolvidos com anti-hipertensivos, enquanto que nos casos mais graves, quando o medicamento não resolve, é preciso adiantar o parto para que a mãe não sofra um quadro de eclâmpsia. Esta última representa um grande perigo, sendo responsável pela maior causa de mortalidade materna no país. É caracterizada por crises de convulsão e desmaios.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Dom Mar 22, 2015 6:29 pm

Rhyan Dinoá
Muito bom.
GEASE (Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercícios)

Rhyan Dinoá escreveu:
Achei muito pertinente a observação de Danilo. Talvez aquele corpo não esteja nas condições ideais para gerar uma vida. Muitas vezes por desconhecimento do seu próprio problema, como Ariadne colocou, porém acho que é dever do médico tentar contornar os possíveis imprevistos que possam afetar o feto. Falou-se de como o coração irá ser tão exigido por causa do aumento do volume sanguíneo e a compressão dos vasos periféricos pelo excesso do peso. Contudo, cabe ao médico  despertar na futura mãe os cuidados que ela deverá possuir com a sua própria saúde e, consequentemente, com o filho que ela carrega. Gostaria de citar a importância de uma atividade física, sendo a natação a mais indicada para a gravidez. Claro que as gestantes que possuírem problemas cardíacos deverão ter um acompanhamento maior de especialistas. Porém os benefícios cardiovasculares dessa atividade aeróbica são consideráveis. Os movimentos de braços e pernas irão diminuir o aparecimento de varizes e melhorar circulação como um todo. A capacidade de utilização do oxigênio será melhorada assim como a ejeção de sangue pelo coração. Além é claro dos alívio para as articulações, principalmente dos membros inferiores. Vale salientar que a dieta é de suma importância para um melhor resultado.

Yeo et al. (2000) avaliaram o efeito do exercício aeróbio na pressão arterial de 16 gestantes com distúrbios hipertensivos. Depois de 10 semanas (da 18ª a 28ª semana) foi verificado que a prática da atividade física levou a uma redução significativa da pressão arterial.

Ao estudar o risco de pré-eclampsia, Sorensen et al. (2003) avaliaram 201 gestantes hipertensas e 384 normotensas. No final da pesquisa, eles concluíram que as mulheres que realizavam atividade física regularmente com intensidade leve à moderada, em comparação com as mulheres inativas, demonstraram uma redução no risco de pré-eclâmpsia em 24%. Outro dado curioso foi que as grávidas envolvidas em atividades com alta intensidade tinham uma redução ainda maior, 54%.

http://www.gease.pro.br/artigo_visualizar.php?id=244
Yeo S, Steele NM, Chang MC, Leclaire SL, Ronis DL, Hayashi R. Effect of Exercise on Blood Pressure in Pregnant Women with a High Risk of Gestational Hypertensive Disorders. J Reproductive Med. 45 (4): 293-298. 2000.
Sorensen TK, Williams MA, Lee I, Dashow EE, et al. Recreational Physical Activity During Pregnancy and Risk of Preeclampsia. Hypertension. (41): 1273-1280. 2003.
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Luísa Araújo



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Dom Mar 22, 2015 6:46 pm

O texto evidencia a necessidade do cuidado materno antes da gravidez, para um corpo saudável e, consequentemente, uma gestação e um bebê saudáveis. É importante procurar um cardiologista antes de enfrentar uma gravidez, já que muitas mulheres desconhecem que têm problemas no coração. É no período de gestação que uma possível complicação cardíaca não detectada anteriormente fica mais evidente, por isso a necessidade de um check-up. Mulheres que engravidam mais tarde, por volta dos 40 anos, sedentárias e fumantes podem inclusive sofrer enfarto durante a gestação, caso já tenham placas de gorduras nas artérias coronárias e, por esse motivo, o coração pode sofrer sobrecarga e enfartar. Desse modo, é importante ter em mente as complicações que podem surgir durante a gravidez, como a anemia e a hipertensão arterial. Ao ler o texto, lembrei de como as modificações no organismo do bebê são interessantes e repercutem no sucesso da gravidez e da vida, como a variante do tipo de hemoglobina fetal (Hb F), que consegue ser "mais eficiente" que a hemoglobina materna e, assim, retirar do sangue materno o oxigênio necessário à formação fetal.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Dom Mar 22, 2015 7:35 pm

Luísa Araújo
Muito bom.

Luísa Araújo escreveu:
O texto evidencia a necessidade do cuidado materno antes da gravidez, para um corpo saudável e, consequentemente, uma gestação e um bebê saudáveis. É importante procurar um cardiologista antes de enfrentar uma gravidez, já que muitas mulheres desconhecem que têm problemas no coração. É no período de gestação que uma possível complicação cardíaca não detectada anteriormente fica mais evidente, por isso a necessidade de um check-up. Mulheres que engravidam mais tarde, por volta dos 40 anos, sedentárias e fumantes podem inclusive sofrer enfarto durante a gestação, caso já tenham placas de gorduras nas artérias coronárias e, por esse motivo, o coração pode sofrer sobrecarga e enfartar. Desse modo, é importante ter em mente as complicações que podem surgir durante a gravidez, como a anemia e a hipertensão arterial. Ao ler o texto, lembrei de como as modificações no organismo do bebê são interessantes e repercutem no sucesso da gravidez e da vida, como a variante do tipo de hemoglobina fetal (Hb F), que consegue ser "mais eficiente" que a hemoglobina materna e, assim, retirar do sangue materno o oxigênio necessário à formação fetal.
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Danila Carvalho Vital



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Ter Mar 24, 2015 8:34 pm

Hipertensão Pulmonar na Doença Cardíaca Congênita
Autor: Saxena, Anita
Assuntos: Hipertensão pulmonar; doença cardíaca congênita; síndrome de Eisenmenger
Publicado em: PVRI Review, 2009, Vol.1(5), p.23-30
Descrição: A hipertensão Pulmonar, em associação com a doença cardíaca congênita, é observada nas comunicações sistêmico-pulmonares de grande tamanho, como comunicação interventricular (CIV), persistência do canal arterial (PCA), etc. As cardiopatias congênitas cianogênicas com aumento do fluxo pulmonar também provocam hipertensão pulmonar. A doença vascular pulmonar, secundária à hipertensão pulmonar, pode se desenvolver se o defeito não for reparado no lactente e no infante. A doença vascular pulmonar progressiva produz mudanças irreversíveis na parede vascular, com inversão do "shunt", que passa a ser da direita para a esquerda, condição essa chamada de Síndrome de Eisenmenger. Uma vez estabelecida essa condição, o reparo do defeito cardíaco congênito está contra-indicado. Aqueles com repercussões "borderline" na vasculatura pulmonar necessitam de avaliações detalhadas, para definir a operabilidade do caso. Essas avaliações incluem: Cateterização cardíaca com medidas hemodinâmicas em condições basais e com testes de reatividade; biópsia pulmonar pode ser necessária em casos selecionados e deve ser realizada quando se dispõe de patologista experiente na interpretação dos achados histológicos. Pacientes com hipertensão pulmonar consequente a cardiopatia congênita devem ser submetidos ao reparo do defeito precocemente, de preferência no primeiro ano de vida. Se a síndrome de Eisenmenger se instalou, o tratamento é apenas de suporte. Vasodilatadores pulmonares como sildenafila e bosentena tem se mostrado benéfico em alguns desses pacientes. Transplante cardíaco ou cardiopulmonar deve ser reservado para os casos severamente afetados. A história natural dos pacientes com síndrome de Eisenmenger é consideravelmente melhor do que a daqueles com hipertensão pulmonar idiopática. Mais da metade dos pacientes sobrevive além dos 50 anos. Gravidez e intervenções cirúrgicas não cardíacas afetam o curso dessa doença.
Identificador: ISSN: 0974-6013
Fonte: Medknow Publications
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caio ferreira



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Ter Mar 24, 2015 10:50 pm

Segundo a revista da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul , O sistema cardio vascular da gestante começa a sofrer modificações já a partir da sexta semana de gestação . As principais estão relacionadas ou aumento da volemia , do débito cardíaco e diminuição da resistência vascular sistêmica .Outras modificações esperadas na Hemodinâmica está o aumento de eritrócitos de 25ml/kg para 30ml/kg , valores abaixo reflete uma anemia relativa , própia da gravidez , mas que deve ser tratada  .
Eu gostaria de acrescentar que a hipervolemia induzida pela gestação é uma adaptação do organismo materno com o objetivo de suprir a demanda do útero hipervascularizado, bem como para proteger a mãe da perda sanguínea no momento do parto .
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Camilla Vieira



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Ter Mar 24, 2015 11:48 pm

Tirando proveito do conteúdo assimilado na aula de hoje, percebe-se a importância de uma boa compreensão por parte do médico acerca do hemograma. Como citado no texto, as gestantes apresentam uma expansão do volume plasmático, com hemodiluição, o que resulta em queda da hemoglobina e do hematócrito, induzindo a conclusão de que a grávida apresenta um quadro de anemia quando esse não existe. Dessa forma, os médicos deveriam possuir uma maior cautela ao prescrever ingestão de ferro "indescriminadamente" sempre que encontrarem um hemograma com indícios de anemia, principalmente se tratando de mulheres que estão a gerar uma nova vida dentro de si. A partir disso, depreende-se a importância do conhecimento dos tipos de anemia e de que taxas solicitar dentro do hemograma para evitar erros médicos desnecessários.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Qui Mar 26, 2015 5:23 pm

Camila Lins
Obrigada pela contribuição.




Camila Lins escreveu:
Gostaria de enfatizar, ainda, a questão da formação de varizes durante o período de gestação. Esse problema tende a piorar em grávidas devido ao fato de que o útero tende a fazer uma pressão maior na veia cava inferior (a qual é um dos principais vasos que drenarão os membros inferiores). Tal fato aumenta a pressão nas veias da perna, causando o aparecimento mais evidente das varizes.
Para um maior entendimento sobre outras causas e sobre tratamentos das varizes, sugiro a leitura do site abaixo:
http://brasil.babycenter.com/a1500522/varizes
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Qui Mar 26, 2015 5:25 pm

SYNARA NUNES
Lido.

Synara Nunes escreveu:
Em relação ao aumento do volume uterino dificultar a drenagem dos vasos linfáticos e veias, é interessante que o médico (possivelmente o obstetra, que acompanha mais frequentemente a gestante) sobre condutas fundamentais para que não ocorram linfedemas (edemas nos vasos linfáticos por obstrução ou dificuldade de circulação da linfa). É interessante que a gestante seja orientada a não passa muito tempo sentada, pois o peso da barriga sobre as pernas pode agravar a dificuldade de circulação tanto sanguínea como linfática, e indicar o uso de meias de compressão que ajudam a prevenir a formação de edemas e trombose.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Qui Mar 26, 2015 5:27 pm

Phillipe Rego
Lido.


quote="phillipe rego"]Um fato que também é muito válido pensar a partir desse tópico é como a alimentação da gestante irá influenciar não só no trabalho cardíaco, mas também de todo o sistema circulatório da mãe. Isso ocorre porque, como durante o período gestacional o fluxo sanguíneo pode aumentar em cerca de 50% e o volume de sangue circulante pode ser de até 2L a mais, o sobrepeso observado em certas gestantes poderá prejudicar o fornecimento de nutrientes para o feto – visto que, as condições do coração e dos vasos não serão adequadas para o transporte de sangue. Inclusive, é notório observar que a ocorrência da obesidade durante a gravidez está associada com um maior índice de mortalidade de recém-nascidos e também com uma maior taxa de cesáreas.[/quote]
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Qui Mar 26, 2015 5:31 pm

Marina Santiago
Muito bem. Já havíamos falado, inclusive, sobre isto, anteriormente.



quote="marina.santiago"]Durante a vigésima semana de gestação, a pressão arterial atinge o seu nível mais baixo devido à ação da progesterona e relaxina nas estruturas de colágeno. Entretanto, no período final da gravidez, a veia cava inferior sofre um aumento de pressão devido à compressão do útero aumentado que a comprime abaixo do diafragma, principalmente quando a gestante encontra-se na posição de decúbito dorsal. Esse conjunto de efeitos leva à “Síndrome hipertensiva sintomática em decúbito dorsal”, podendo levar à sincopes (desmaios causados pela perda temporária do fluxo sanguíneo), sendo recomendado, portanto, não usar a posição citada até o fim da gravidez.[/quote]
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Qui Mar 26, 2015 5:33 pm

Ariadne Souto Maior
Lido.

quote="Ariadne Souto Maior"]Aproveitando o gancho do comentário de meu colega Danilo Aires, saliento a importância dos cuidados da futura gestante para consigo mesma. É de extrema relevância que a mulher conheça bem seu corpo antes de enfrentar uma gestação. Um exemplo claro: muitas desconhecem que possuem alguma deficiência cardíaca e, durante a gravidez, isso pode se tornar um problema, já que nesse período o coração funciona de maneira mais acelerada (para compensar o volume extra de sangue que está circulando). Sendo assim, é importante buscar o auxilio de um cardiologista antes da gestação.[/quote]
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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Qui Mar 26, 2015 5:38 pm

Ariadne Souto Maior
Você citou, o aumento, nesse caso, de ácido úrico.
O ácido úrico é metabólito dos ácidos nucleicos, como a ureia é das proteínas.
O maior turnover das células do feto, proliferação e diferenciação, teria alguma participação?


quote="Ariadne Souto Maior"]É interessante ressaltar, também, que durante a gestação pode ocorrer um fenômeno chamado hipertensão gestacional, que acomete cerca de 10% das gestantes em todo mundo. A doença surge principalmente nos últimos seis meses, quando há aumento da pressão, edema, inchaço dos membros inferiores e alteração dos exames, como aumento de ácido úrico e proteinúrias. Os casos menos graves podem ser resolvidos com anti-hipertensivos, enquanto que nos casos mais graves, quando o medicamento não resolve, é preciso adiantar o parto para que a mãe não sofra um quadro de eclâmpsia. Esta última representa um grande perigo, sendo responsável pela maior causa de mortalidade materna no país. É caracterizada por crises de convulsão e desmaios.[/quote]
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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Qui Mar 26, 2015 5:45 pm

DANILA CARVALHO VITAL
muito bem.


quote="Danila Carvalho Vital"]Hipertensão Pulmonar na Doença Cardíaca Congênita
Autor: Saxena, Anita
Assuntos: Hipertensão pulmonar; doença cardíaca congênita; síndrome de Eisenmenger
Publicado em:  PVRI Review, 2009, Vol.1(5), p.23-30
Descrição:  A hipertensão Pulmonar, em associação com a doença cardíaca congênita, é observada nas comunicações sistêmico-pulmonares de grande tamanho, como comunicação interventricular (CIV), persistência do canal arterial (PCA), etc. As cardiopatias congênitas cianogênicas com aumento do fluxo pulmonar também provocam hipertensão pulmonar. A doença vascular pulmonar, secundária à hipertensão pulmonar, pode se desenvolver se o defeito não for reparado no lactente e no infante. A doença vascular pulmonar progressiva produz mudanças irreversíveis na parede vascular, com inversão do "shunt", que passa a ser da direita para a esquerda, condição essa chamada de Síndrome de Eisenmenger. Uma vez estabelecida essa condição, o reparo do defeito cardíaco congênito está contra-indicado. Aqueles com repercussões "borderline" na vasculatura pulmonar necessitam de avaliações detalhadas, para definir a operabilidade do caso. Essas avaliações incluem: Cateterização cardíaca com medidas hemodinâmicas em condições basais e com testes de reatividade; biópsia pulmonar pode ser necessária em casos selecionados e deve ser realizada quando se dispõe de patologista experiente na interpretação dos achados histológicos. Pacientes com hipertensão pulmonar consequente a cardiopatia congênita devem ser submetidos ao reparo do defeito precocemente, de preferência no primeiro ano de vida. Se a síndrome de Eisenmenger se instalou, o tratamento é apenas de suporte. Vasodilatadores pulmonares como sildenafila e bosentena tem se mostrado benéfico em alguns desses pacientes. Transplante cardíaco ou cardiopulmonar deve ser reservado para os casos severamente afetados. A história natural dos pacientes com síndrome de Eisenmenger é consideravelmente melhor do que a daqueles com hipertensão pulmonar idiopática. Mais da metade dos pacientes sobrevive além dos 50 anos. Gravidez e intervenções cirúrgicas não cardíacas afetam o curso dessa doença.
Identificador:  ISSN: 0974-6013
Fonte:  Medknow Publications[/quote]
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Qui Mar 26, 2015 5:47 pm

CAIO FERREIRA
Interessante esta conciência já em M2.



caio ferreira escreveu:
Segundo a revista da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul , O sistema cardio vascular da gestante começa a sofrer modificações já a partir da sexta semana de gestação . As principais estão relacionadas ou aumento da volemia , do débito cardíaco e diminuição da resistência vascular sistêmica .Outras modificações esperadas na Hemodinâmica está o aumento de eritrócitos de 25ml/kg para 30ml/kg , valores abaixo reflete uma anemia relativa , própia da gravidez , mas que deve ser tratada  .
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: O Coração na Gravidez   Qui Mar 26, 2015 5:50 pm

CAMILA VIEIRA
É um orgulho ensinar e ler agora sua compreensão e entendimento práticos.

quote="Camilla Vieira"]Tirando proveito do conteúdo assimilado na aula de hoje, percebe-se a importância de uma boa compreensão por parte do médico acerca do hemograma. Como citado no texto, as gestantes apresentam uma expansão do volume plasmático, com hemodiluição, o que resulta em queda da hemoglobina e do hematócrito, induzindo a conclusão de que a grávida apresenta um quadro de anemia quando esse não existe. Dessa forma, os médicos deveriam possuir uma maior cautela ao prescrever ingestão de ferro "indescriminadamente" sempre que encontrarem um hemograma com indícios de anemia, principalmente se tratando de mulheres que estão a gerar uma nova vida dentro de si. A partir disso, depreende-se a importância do conhecimento dos tipos de anemia e de que taxas solicitar dentro do hemograma para evitar erros médicos desnecessários.[/quote]
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