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 Medicamentos (I)

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AutorMensagem
Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Medicamentos (I)   Seg Out 06, 2014 7:09 pm

Drogas para Emergências e Parada Cardiorrespiratória (utilizadas em momentos específicos):
1. Oxigênio (em gás encanado ou em cilindros = balas);
2. Adrenalina (epinefrina) – Sustentação da PA (=pressão arterial), melhorando a perfusão coronariana (inotrópico). Se existe acidose associada, a correção com bicarbonato melhora o efeito destas catecolaminas, como: aumento da frequência cardíaca, aumento da contratilidade miocárdica, aumento da resistência vascular periférica, aumento da PA, aumento da automaticidade;
3. Atropina – Parassimpaticolítico (bloqueio vagal) indicado nas bradicardias sintomática. Como uma das principais causas de bradicardia é hipóxia (baixa pO2);
4. Bicarbonato de sódio – indicado no tratamento de acidose metabólica, na hiperpotassemia e hipermagnesemia;
5. Cálcio – Na parada cardiorrespiratória tem importância secundária e deve ser usado só nos casos com hipocalcemia (=baixa concentração de cálcio no sangue = ionograma) comprovada e na parada por hiperpotassemia, na hipermagnesemia, e na intoxicação por bloqueadores de canal de cálcio. Pode aumentar a contratilidade e a resistência periférica, mas nas células lesadas por hipóxia e isquemia, o influxo de cálcio para o intracelular é um dos principais mecanismos de morte celular;
6. Dopamina – Catecolamina endógena inotrópica (inotropismo = > contração cardíaca);
7. Dobutamina – Catecolamina sintética com forte efeito inotrópico;
8. Glicose – A glicose é importante na reanimação e nas emergências como choque, parada cardíaca, coma e durante convulsões ou coma. Deve ser usada após avaliar a glicemia capilar;
9. Isoproterenol ou orciprenalina – Agonista β1 e β2 adrenérgico;
10. Lidocaína;
11. Magnésio – para as hipomagnesemia;
12. Milrinona – Inibidor de fosfodiesterase, com forte efeito inotrópico e vasodilatador;
13. Noradrenalina – Para choque refratário com hipotensão. Melhor ação pressora que a adrenalina, mesmo em dose baixa;


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Ian Passos



Mensagens : 2
Data de inscrição : 30/09/2014

MensagemAssunto: Re: Medicamentos (I)   Dom Out 12, 2014 12:31 pm

Professora Hélia,

Tendo como base os fármacos apresentados acima, tive o interesse de procurar sobre um em específico, a atropina, e de acordo com Rev. Bras. Anestesiol. vol.61 no.5 Campinas Sept./Oct. 2011, a atropina  não é mais recomendada para uso rotineiro no tratamento da atividade elétrica sem pulso ou assistolia.
Tendo como base este artigo "Atualização das diretrizes de ressuscitação cardiopulmonar de interesse ao anestesiologista" http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942011000500013

Segundo fontes mais atualizadas o seu uso continua não sendo tão recomendado para tratamento da assistolia. http://www.scielo.br/pdf/abc/v100n2/v100n2a01.pdf


Grato desde já pela oportunidade da construção desse saber...
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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Medicamentos (I)   Qua Out 15, 2014 8:15 pm

Ian Passos
Só por curiosidade: O que é assistolia? E quais sintomas e exames a identificam? Ela é diferente da extra-sístole e
da fibrilação atrial e/ou ventricular?
E, então, para que serve a atropina? Ela foi abolida da farmacopeia?


Ian Passos escreveu:
Professora Hélia,

Tendo como base os fármacos apresentados acima, tive o interesse de procurar sobre um em específico, a atropina, e de acordo com Rev. Bras. Anestesiol. vol.61 no.5 Campinas Sept./Oct. 2011, a atropina  não é mais recomendada para uso rotineiro no tratamento da atividade elétrica sem pulso ou assistolia.
Tendo como base este artigo "Atualização das diretrizes de ressuscitação cardiopulmonar de interesse ao anestesiologista" http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942011000500013

Segundo fontes mais atualizadas o seu uso continua não sendo tão recomendado para tratamento da assistolia. http://www.scielo.br/pdf/abc/v100n2/v100n2a01.pdf


Grato desde já pela oportunidade da construção desse saber...
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Marta D´Albuquerque



Mensagens : 5
Data de inscrição : 28/09/2014

MensagemAssunto: Re: Medicamentos (I)   Sab Out 18, 2014 1:23 am

Boa noite!
Sobre o Isoproterenol ou orcipenalina citado, achei interessante pontuar que esse medicamento é importante não só nesses casos de parada cardiorrespiratória, mas também no tratamento de doenças crônicas como a asma e outras DPOCs. Isso se deve ao fato do Isoproterenol ser um simpaticomimético que atua como agonista de receptores beta adrenérgicos, tanto do tipo 1( presentes no coração e que estimulam o aumento da FC), quanto do tipo 2( presentes nos pulmões e que estimulam broncodilatação). A ação do Isoproterenol nesses receptores beta adrenérgicos do tipo 2 é que permite que esse fármaco seja usado no tratamento da asma e de outras doenças pulmonares obstrutivas, que são causadas pela diminuição da luz das vias aéreas, prejudicando o fluxo de ar. No entanto, como todo medicamento, o Isoproterenol possui efeitos colaterais, além do efeito clássico de poder provocar taquicardia, por também induzir o aumento da frequência cardíaca, o isoproterenol também pode provocar alterações nos padrões celulares e bioquímicos, que podem causar complicações, inclusive infarto do miocárdio como discute o artigo que está disponível para Download nesse site: http://www.radarciencia.org//doc/modelo-experimental-de-infarto-do-miocardio-induzido-por-isoproterenol-em-ratos
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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Re: Medicamentos (I)   Sab Out 18, 2014 8:28 pm

Exatamente, Marta D´Albuquerque.
Nos pacientes asmáticos, principalmente nas emergências, muitas vezes não cede o quadro
com aminofilina, por exemplo, havendo necessidade do uso de adrenalina subcutânea.
Havendo no pulmão uma vasodilatação e no coração uma vasoconstricção.
A questão é a cautela que se deve ter, nesses casos, com o coração, principalmente com lesões concomitantes (pulmão versus coração).


Marta D´Albuquerque escreveu:
Boa noite!
Sobre o Isoproterenol ou orcipenalina citado, achei interessante pontuar que esse medicamento é importante não só nesses casos de parada cardiorrespiratória, mas também no tratamento de doenças crônicas como a asma e outras DPOCs. Isso se deve ao fato do Isoproterenol ser um simpaticomimético que atua como agonista de receptores beta adrenérgicos, tanto do tipo 1( presentes no coração e que estimulam o aumento da FC), quanto do tipo 2( presentes nos pulmões e que estimulam broncodilatação). A ação do Isoproterenol nesses receptores beta adrenérgicos do tipo 2 é que permite que esse fármaco seja usado no tratamento da asma e de outras doenças pulmonares obstrutivas, que são causadas pela diminuição da luz das vias aéreas, prejudicando o fluxo de ar. No entanto, como todo medicamento, o Isoproterenol possui efeitos colaterais, além do efeito clássico de poder provocar taquicardia, por também induzir o aumento da frequência cardíaca, o isoproterenol também pode provocar alterações nos padrões celulares e bioquímicos, que podem causar complicações, inclusive infarto do miocárdio como discute o artigo que está disponível para Download nesse site: http://www.radarciencia.org//doc/modelo-experimental-de-infarto-do-miocardio-induzido-por-isoproterenol-em-ratos
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kaliana.nascimento



Mensagens : 13
Data de inscrição : 29/09/2014

MensagemAssunto: Re: Medicamentos (I)   Dom Out 19, 2014 2:36 pm

Olá, professora Smile . No caso de quem passou por um jejum prolongado e teve que ser ministrado glicose intravenosa, pode-se dizer que essa pessoa é pré-hipoglicêmica ou para ocorrer a hipoglicemia propriamente dita tem que ser um quadro crônico?
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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
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MensagemAssunto: Re: Medicamentos (I)   Sex Out 24, 2014 5:33 pm

kaliana Nascimento
Toda hipoglicemia não é necessariamente um quadro crônico. Já faz parte de um jargão médico, o uso de soro
glicosado em pacientes, desde que não diabéticos, que fizeram uso abusivo, momentâneo, de álcool.
Abaixo, te apresento algumas patologias, que desde que tratadas deixam de ser crônicas:
Hipoglicemias crônicas:
1. Alimentar (rápido esvaziamento gástrico, como após gastrectomia subtotal, vagotomia, etc.);
2. Funcional (idiopática = etiopatogenia não esclarecida);
3. Doenças raras (intolerância hereditária à frutose, galactosemia, etc.);
4. Hepática (grave doença parenquimatosa = hepatócitos);
5. Insuficiência renal crônica;
6. Pancreática (insulinoma = tumor de ilhotas pancreáticas; hiperplasia pancreática, etc.);
7. Função diminuída da tireoide (baixo metabolismo);
8. Fome;
9. Drogas (insulina; álcool; salicilatos; propanolol, etc.);
Hipoglicemias transitórias:
1. Materna (toxemia, trabalho de parto, partos difíceis, etc.);
2. Lactente (prematuridade, má nutrição uterina, eritroblastose fetal, septicemia);
3. Uso abusivo, momentâneo, de álcool, etc.


kaliana.nascimento escreveu:
Olá, professora Smile . No caso de quem passou por um jejum prolongado e teve que ser ministrado glicose intravenosa, pode-se dizer que essa pessoa é pré-hipoglicêmica ou para ocorrer a hipoglicemia propriamente dita tem que ser um quadro crônico?
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Rapha.Albuquerque



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MensagemAssunto: Re: Medicamentos (I)   Dom Nov 16, 2014 1:54 pm

Bom dia turma,
Tive a curiosidade de pesquisar sobre a Dobutamina e sobre o efeito inotrópico.
Encontrei o seguinte:
"O inotropismo e o cronotropismo representam força de contração e a
freqüência cardíaca, respectivamente, e é o fator que altera o desempenho do
coração em relação aos valores previstos pela auto-regulação heterométrica. Assim, tem-se que, quando o desempenho é maior do que o previsto, o inotropismo ou o
cronotropismo é positivo e, quando menor, negativo."


sobre o medicamento:
Esse medicamento estimula diretamente os receptores beta-1 do coração, aumentando a contratilidade do miocárdio ( por isso tem maior efeito INOTROPICO ) e o volume de ejeção, dando lugar a um aumento do gasto cardíaco.
" A irrigação sanguínea coronária e o consumo de oxigênio do miocárdio aumentam, já que aumenta a contratilidade do miocárdio. "
Espero ter acrescentado alguma coisa ao tópico Very Happy
fonte:
http://www.medicinanet.com.br/bula/2015/dobutamina.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dobutamina
https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20100325114519AA1e7zJ
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/medicamentos/284/dobutamina.htm
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