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 Inspeção em Cardiologia (Módulo I)

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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Qui Set 25, 2014 7:03 pm

Exame do Doente em Cardiologia
A medicina clínica se utiliza de um quarteto perfeito, no exame físico, antes de confirmar o diagnóstico fazendo uso de exames laboratoriais, de Imagem, etc. Que são inspeção, palpação, percussão e ausculta. Do exame geral, é possível inspecionar:
1. Atitude. Em condições normais, todas as pessoas procuram acomodar-se no leito na posição mais confortável (decúbito ativo indiferente). Certos doentes, porém, são forçados a adotar determinadas posições não raro características (decúbito ativo forçado). Outros, inconscientes ou profundamente debilitados, permanecem no leito, às vezes numa posição incômoda, dela não podendo sair sem o auxílio de outra pessoa (decúbito passivo). Os pacientes com cardiopatias (=patologias, doenças) podem assumir algumas posições características: Posição ortopnéica (verificada em pacientes com insuficiência cardíaca e dispneia (falta de ar) acentuada. Eles procuram melhora da mecânica respiratória, sentando-se e apoiando os membros superiores para melhor utilização dos músculos auxiliares da respiração (escalenos, trapézios e peitorais); Posição Genupeitoral (ou de prece maometana), encontrada nos enfermos com grande derrame pericárdico. O deslocamento do líquido pericárdico para a frente diminui a compressão pulmonar e, consequentemente, a dispneia; Posição de Cócoras, é postura frequentemente observada em certos portadores de cardiopatia congênita cianótica (=arroxeamento das extremidades do corpo), particularmente na Tetralogia de Fallot, a fim de melhorar o fluxo pulmonar; Decúbito Lateral Forçado, verifica-se nos casos de derrame pleural acentuado unilateral e, assim, quando o doente encosta sobre o lado afetado apresenta alívio da dispneia. A partir daqui, fica claro o papel da Inspeção num Médico capaz, cauteloso e observador. Continuemos;
2. Estado de Nutrição e/ou Desenvolvimento Somático. A Obesidade é frequentemente observada em portadores de insuficiência coronária e de hipertensão arterial. Esses quadros podem comprometer a mecânica respiratória com hipoventilação, hipóxia (baixa pO2), hipertensão pulmonar e cor pulmonale (DPOC = doença pulmonar obstrutiva crônica). A Magreza costuma ser observada em cardiopatias muito graves, com insuficiência cardíaca prolongada; Hipodesenvolvimento Somático é encontrado em cardiopatias congênitas ou adquiridas na infância (principalmente as da doença reumática = febre reumática causada por Streptococo β hemolítico do grupo A de Lancenfield = nanismo mitral). Na coartação da aorta, sobre o Hipodenvolvimento Somático, verifica-se ombros e membros superiores desenvolvidos e hipotrofia muscular nos membros inferiores (MMIIs) em decorrência da irrigação arterial deficiente;
3. Alterações Esqueléticas e Defeitos do Crescimento. Anomalias do arcabouço ósseo do tórax, associadas ou não a alterações da coluna, podem exercer influência sobre o coração e o pulmão. Na Síndrome do Tórax Plano é frequente observar certo efeito compressivo sobre a via de saída do VD (ventrículo direito); a Cifoescoliose produz distorção do coração e dos grandes vasos e é acompanhada de diminuição da ventilação pulmonar predispondo a infecções crônicas;
4. Marcha. Alterações são mais observadas em doenças neuromusculares. A Marcha Coreica é observada em portadores de Coréia de Sydenham, que é uma manifestação da doença reumática que compromete o coração (=Febre Reumática). Os passos são ora maiores, ora menores, com oscilações do corpo em diferentes direções; Marcha Atáxica onde se observa um aumento da base de sustentação. Pode caracterizar várias patologias como aneurisma de aorta e insuficiência aórtica ou, por exemplo, na síndrome de Friedreich, onde pode existir comprometimento miocárdico; Marcha Anserina caracteriza-se pela inclinação alternada do tronco para direita e esquerda e é um forte sinal de distrofia muscular progressiva que pode comprometer o miocárdio. Quando o quadro se agrava, o enfermo passa a apoiar-se nas mãos e pés;
5. Fácies (=aspecto da fisionomia).  Determinadas cardiopatias produzem modificações da fisionomia, da cor e, inclusive, da configuração da face. Fácies Cianótica, onde a cianose evidencia-se em graus variados, principalmente nos lábios arroxeados, ponta do nariz e lóbulos das orelhas. Observa-se, principalmente, nos curto-circuito veno-arterial, como nas cardiopatias congênitas e cor pulmonale; Fácies Dispneica caracteriza-se pela ansiedade, respiração bucal, dilatação das narinas, principalmente na insuficiência cardíaca que se agrava com edema agudo de pulmão; Fácies Coréica com trejeitos e caretas incessantes; Fácies Basedowiana que se verifica no hipertireoidismo com exoftalmia (dilatação dos olhos) que pode evoluir com taquiarritmias e descompensação cardíaca; Fácies Acromegálica (GH elevado após fechamento das diáfises epifisárias) com desenvolvimento do nariz, mandíbula e regiões malares, frequentemente associada à hipertensão e coronarioesclerose; Fácies Esclerodérmica com pele lisa, pálpebras endurecidas que não se abrem completamente, nariz fino, lábios esticados e imóveis. Na esclerodermia, ocorre frequentemente comprometimento miocárdico e também pulmonar; Fácies Lúpica com eritema (vermelhidão) sobre as regiões malares e dorso do nariz (em forma de borboleta) com descamação fina. Podendo estar acompanhada de manifestações pericárdicas, miocárdicas e endocárdicas; Fácies Mongólica caracteriza-se pela falta de expressão, boca entreaberta, prega cutânea (epicanto) na parte interna da fenda palpebral. É frequente a presença de cardiopatia congênita; Fácies Observada na Estenose Aórtica Supravalvar com estrabismo, hipoplasia da mandíbula, má implantação dos dentes, olhar inexpressivo;
6. Pele. Escreverei, brevemente, a partir daqui.
Hélia Cannizzaro
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Danielle Azevedo



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MensagemAssunto: Comentário referente à postagem   Dom Set 28, 2014 11:37 pm

MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I) Hoje à(s) 1:34 am Marcar/Desmarcar multi-citação Responder com citação Editar/excluir esta mensagem Excluir esta mensagem
É sempre muito interessante observar como a união de aspectos clínicos bastante particulares (os quais são evidenciados ao longo do curso médico, paulatinamente) culminam, quando postos de maneira integrada, para quadros patológicos específicos e como o organismo (e até o próprio comportamento) como um todo busca modificar-se para a reversão da condição não natural de funcionamento. Smile)
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Seg Set 29, 2014 9:00 pm

Danielle Azevedo
Um médico mais capacitado é aquele que integra melhor. Não basta um exame complementar, por mais sofisticado, isolado.
Há que integrar, por exemplo, numa Anamnese, a QP (queixa principal e duração), HDA (história da doença atual), antecedentes pessoais, familiares e sociais, exame físico (inspeção, palpação, percussão e ausculta), exames complementares - para se alcançar o diagnóstico e terapêutica corretos.
É mister, então, o BÁSICO - integrar, desde já.


Danielle Azevedo escreveu:
MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Hoje à(s) 1:34 am Marcar/Desmarcar multi-citação Responder com citação Editar/excluir esta mensagem Excluir esta mensagem
É sempre muito interessante observar como a união de aspectos clínicos bastante particulares (os quais são evidenciados ao longo do curso médico, paulatinamente) culminam, quando postos de maneira integrada, para quadros patológicos específicos e como o organismo (e até o próprio comportamento) como um todo busca modificar-se para a reversão da condição não natural de funcionamento. Smile)
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Seg Set 29, 2014 9:39 pm

Continuação do Exame em Cardiologia (INSPEÇÃO)
6. Pele. Palidez pode ser causada por anemia que acompanha certas cardiopatias, como na endocardite e choque cardiogênico; Cianose – a coloração arroxeada da pele é devida à taxa de hemoglobina (Hb) reduzida. Existe a cianose generalizada e a cianose periférica. A generalizada está relacionada com oxigenação deficiente do sangue nos pulmões ou curto-circuito venoarterial a nível do coração. A periférica observada nas extremidades, principalmente dos MMIIs (membros inferiores) por estase sanguínea (parada ou diminuição do fluxo); Icterícia ocorre em numerosas afecções que determinam hemólise, como comprometimento hepático e cardíaco; Xantomatose que são manchas, nódulos ou placas de coloração amarelada nas pálpebras que pode representar um sinal de aterosclerose coronária; Eritemas (manchas vermelhas) e Petéquias (pontos vermelhos) que podem ser observados na endocardite (inflamação/infecção do endocárdio);
7. Anexos da Pele. Queda de Cabelos (Alopecia) é verificada em afecções (=doenças) generalizadas, como o LES (lúpus eritematoso sistêmico) e sarcoidose, onde pode haver comprometimento cardíaco; Canície é o embranquecimento do pelo e sobrevém normalmente com a idade. Quando prematuro, pode ser familiar ou associado com doenças graves, caquetizantes, ou à arterioesclerose precoce; Unhas em “vidro de relógio”. A unha normal é discretamente convexa. A acentuação desta convexidade caracteriza a unha em “vidro de relógio” que são observadas nas cardiopatias congênitas cianóticas e nas afecções broncopulmonares crônicas;
8. Tecido Subcutâneo. Edema é uma infiltração HÍDRICA intersticial (fora do vaso). Quando secundária à insuficiência cardíaca, é em geral, mais evidente nos MMIIs e na região sacral nos acamados. Quando a insuficiência cardíaca é acentuada, o edema é generalizado. O edema é agravado por nefropatia e hipoproteinemia.
Futuramente, tratarei um pouco, de forma preliminar, do exame cardíaco (palpação, percussão e ausculta), se for do interesse da Turma 136 UFPE M2.

Obs.: As insuficiências cardíacas esquerda cursam com dispneia (falta de ar). Claro está, pois a menor impulsão sanguínea do sangue oxigenado para aorta, gera uma dispneia compensatória, na busca de mais O2. As insuficiências cardíacas direita cursam com edema. Claro está, por incapacidade de bombear o sangue para a artéria pulmonar e consequentemente aumento do retorno venoso nas cavas, maior estase do sangue, extravasamento para o intersticial = edema. As insuficiências cardíacas direita e esquerda ((ICC = insuficiência cardíaca congestiva) cursam com dispneia e edema agravada quando há concomitantemente doenças pulmonares como a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).




Hélia Cannizzaro escreveu:
Exame do Doente em Cardiologia
A medicina clínica se utiliza de um quarteto perfeito, no exame físico, antes de confirmar o diagnóstico fazendo uso de exames laboratoriais, de Imagem, etc. Que são inspeção, palpação, percussão e ausculta. Do exame geral, é possível inspecionar:
1. Atitude. Em condições normais, todas as pessoas procuram acomodar-se no leito na posição mais confortável (decúbito ativo indiferente). Certos doentes, porém, são forçados a adotar determinadas posições não raro características (decúbito ativo forçado). Outros, inconscientes ou profundamente debilitados, permanecem no leito, às vezes numa posição incômoda, dela não podendo sair sem o auxílio de outra pessoa (decúbito passivo). Os pacientes com cardiopatias (=patologias, doenças) podem assumir algumas posições características: Posição ortopnéica (verificada em pacientes com insuficiência cardíaca e dispneia (falta de ar) acentuada. Eles procuram melhora da mecânica respiratória, sentando-se e apoiando os membros superiores para melhor utilização dos músculos auxiliares da respiração (escalenos, trapézios e peitorais); Posição Genupeitoral (ou de prece maometana), encontrada nos enfermos com grande derrame pericárdico. O deslocamento do líquido pericárdico para a frente diminui a compressão pulmonar e, consequentemente, a dispneia; Posição de Cócoras, é postura frequentemente observada em certos portadores de cardiopatia congênita cianótica (=arroxeamento das extremidades do corpo), particularmente na Tetralogia de Fallot, a fim de melhorar o fluxo pulmonar; Decúbito Lateral Forçado, verifica-se nos casos de derrame pleural acentuado unilateral e, assim, quando o doente encosta sobre o lado afetado apresenta alívio da dispneia. A partir daqui, fica claro o papel da Inspeção num Médico capaz, cauteloso e observador. Continuemos;
2. Estado de Nutrição e/ou Desenvolvimento Somático. A Obesidade é frequentemente observada em portadores de insuficiência coronária e de hipertensão arterial. Esses quadros podem comprometer a mecânica respiratória com hipoventilação, hipóxia (baixa pO2), hipertensão pulmonar e cor pulmonale (DPOC = doença pulmonar obstrutiva crônica). A Magreza costuma ser observada em cardiopatias muito graves, com insuficiência cardíaca prolongada; Hipodesenvolvimento Somático é encontrado em cardiopatias congênitas ou adquiridas na infância (principalmente as da doença reumática = febre reumática causada por Streptococo β hemolítico do grupo A de Lancenfield = nanismo mitral). Na coartação da aorta, sobre o Hipodenvolvimento Somático, verifica-se ombros e membros superiores desenvolvidos e hipotrofia muscular nos membros inferiores (MMIIs) em decorrência da irrigação arterial deficiente;
3. Alterações Esqueléticas e Defeitos do Crescimento. Anomalias do arcabouço ósseo do tórax, associadas ou não a alterações da coluna, podem exercer influência sobre o coração e o pulmão. Na Síndrome do Tórax Plano é frequente observar certo efeito compressivo sobre a via de saída do VD (ventrículo direito); a Cifoescoliose produz distorção do coração e dos grandes vasos e é acompanhada de diminuição da ventilação pulmonar predispondo a infecções crônicas;
4. Marcha. Alterações são mais observadas em doenças neuromusculares. A Marcha Coreica é observada em portadores de Coréia de Sydenham, que é uma manifestação da doença reumática que compromete o coração (=Febre Reumática). Os passos são ora maiores, ora menores, com oscilações do corpo em diferentes direções; Marcha Atáxica onde se observa um aumento da base de sustentação. Pode caracterizar várias patologias como aneurisma de aorta e insuficiência aórtica ou, por exemplo, na síndrome de Friedreich, onde pode existir comprometimento miocárdico; Marcha Anserina caracteriza-se pela inclinação alternada do tronco para direita e esquerda e é um forte sinal de distrofia muscular progressiva que pode comprometer o miocárdio. Quando o quadro se agrava, o enfermo passa a apoiar-se nas mãos e pés;
5. Fácies (=aspecto da fisionomia).  Determinadas cardiopatias produzem modificações da fisionomia, da cor e, inclusive, da configuração da face. Fácies Cianótica, onde a cianose evidencia-se em graus variados, principalmente nos lábios arroxeados, ponta do nariz e lóbulos das orelhas. Observa-se, principalmente, nos curto-circuito veno-arterial, como nas cardiopatias congênitas e cor pulmonale; Fácies Dispneica caracteriza-se pela ansiedade, respiração bucal, dilatação das narinas, principalmente na insuficiência cardíaca que se agrava com edema agudo de pulmão; Fácies Coréica com trejeitos e caretas incessantes; Fácies Basedowiana que se verifica no hipertireoidismo com exoftalmia (dilatação dos olhos) que pode evoluir com taquiarritmias e descompensação cardíaca; Fácies Acromegálica (GH elevado após fechamento das diáfises epifisárias) com desenvolvimento do nariz, mandíbula e regiões malares, frequentemente associada à hipertensão e coronarioesclerose; Fácies Esclerodérmica com pele lisa, pálpebras endurecidas que não se abrem completamente, nariz fino, lábios esticados e imóveis. Na esclerodermia, ocorre frequentemente comprometimento miocárdico e também pulmonar; Fácies Lúpica com eritema (vermelhidão) sobre as regiões malares e dorso do nariz (em forma de borboleta) com descamação fina. Podendo estar acompanhada de manifestações pericárdicas, miocárdicas e endocárdicas; Fácies Mongólica caracteriza-se pela falta de expressão, boca entreaberta, prega cutânea (epicanto) na parte interna da fenda palpebral. É frequente a presença de cardiopatia congênita; Fácies Observada na Estenose Aórtica Supravalvar com estrabismo, hipoplasia da mandíbula, má implantação dos dentes, olhar inexpressivo;
6. Pele. Escreverei, brevemente, a partir daqui.
Hélia Cannizzaro
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Pedro Alves de Farias



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Data de inscrição : 22/09/2014

MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Seg Set 29, 2014 10:15 pm

Professora, primeiramente gostaria de parabenizar a senhora e agradecer por estar nos propiciando um debate mais clínico durante nosso ciclo básico, que muitas vezes vem a parecer monótono (apesar de sabemos da grande importância dele). Acho que isso deixa as aulas mais interessantes e dá uma vontade maior ao aluno de estudar e compreender o assunto.

Em segundo lugar, gostaria de tirar uma dúvida. Quanto a sua fala sobre a marcha, fiquei um pouco confuso. Em meu lugar, se eu observasse uma marcha diferenciada, principalmente a anserina, eu pensaria diretamente em um distúrbio neuromuscular. Então, como eu faria para identificar que esse caso se tratava de alguma disfunção no sistema CV? Nesse caso, a marcha diferenciada estaria associada a outro desses aspectos, como por exemplo mudanças na pele, esqueléticas, etc?

Grato desde já!
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Isabela Saraiva



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Seg Set 29, 2014 11:27 pm

Também achei muito interessante a proposta de discussão e agradeço a oportunidade para compartilharmos conhecimento!! Algo que me chamou atenção foi a questão da insuficiência cardíaca e seus "vestígios" inspecionáveis... Relacionados com sintomas(dispnéia e fadiga) e sinais clínicos(edemas e estertores). No entanto, é bom lembrar que, devido à capacidade de reversão e busca de um novo equilíbrio após a quebra da antiga homeostasia(como ilustremente foi comentado por Dani), os pacientes insuficientes apresentam-se inicialmente assintomáticos ou minimamente sintomáticos. Dessa forma, mecanismos compensatórios como a ativação dos sistemas renina-angiotensina-aldosterona e adrenérgico ou o aumento de contratilidade miocárdica são realizados para manter o débito cardíaco e conter o aparecimento dos sintomas por anos. Assim, os pacientes apenas se tornam sintomáticos quando esses mecanismos não mais são eficazes e o organismo não consegue controlar a situação como outrora, caracterizando a doença com altas taxas de morbimortalidade. Diante desse panorama e do desconhecimento acerca da clínica médica na prática, gostaria de saber como é feito o controle de prevenção ou "check-up" para pacientes que apresentam fatores propensores genéticos... Se é viável, na prática, tratar a insuficiência ainda antes do aparecimento de sintomas, ou se só é possível realizar a prevenção.
Obrigada! Very Happy
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Seg Set 29, 2014 11:48 pm

Pedro Alves de Farias
É a segunda vez que tento aqui te responder, mas o sinal aqui não está muito bom.
Agradeço a você e confesso ter a honra de conviver com os futuros Médicos.
As alterações de "marcha" são características de lesões neurológicas (neuromusculares), você está certo.
Como o é, também, em lesões graves articulares nas colagenoses, como esclerose múltipla,
condrocalcinose, espondilite anquilosante, LES, etc.
Neurologicamente falando, as lesões de SNC leva ao comprometimento do impulso periférico entre
gânglios nervosos e nervos, e o coração não está fora desta realidade.
O que você quer saber, é se a lesão cardíaca é de origem primária ou secundária (a uma lesão prévia
neurológica). Fica claro, quando o neurologista reconhece a lesão primária.


Pedro Alves de Farias escreveu:
Professora, primeiramente gostaria de parabenizar a senhora e agradecer por estar nos propiciando um debate mais clínico durante nosso ciclo básico, que muitas vezes vem a parecer monótono (apesar de sabemos da grande importância dele). Acho que isso deixa as aulas mais interessantes e dá uma vontade maior ao aluno de estudar e compreender o assunto.

Em segundo lugar, gostaria de tirar uma dúvida. Quanto a sua fala sobre a marcha, fiquei um pouco confuso. Em meu lugar, se eu observasse uma marcha diferenciada, principalmente a anserina, eu pensaria diretamente em um distúrbio neuromuscular. Então, como eu faria para identificar que esse caso se tratava de alguma disfunção no sistema CV? Nesse caso, a marcha diferenciada estaria associada a outro desses aspectos, como por exemplo mudanças na pele, esqueléticas, etc?

Grato desde já!
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Ter Set 30, 2014 12:15 am

Isabela Saraiva
Tratar a insuficiência antes do aparecimento dos sintomas” (como você afirma) se faz através da eficiência de um diagnóstico precoce – em Cardiologia, ou em qualquer Especialidade. Mas, em Cardiologia, que é nosso interesse atual, além de uma anamnese correta existe exames de rotina como o eletrocardiograma (ECG), ou exames mais detalhados sugeridos após o reconhecimento de uma inspeção, palpação, percussão e, especialmente, ausculta, suspeitas de patologias diversas. Entre esses, Ecocardiografia; Vetocardiografia; Radiologia; Provas Hemodinâmicas; Angiocardiografia e Cinecoronariografia; Cintilografia; Provas de Laboratório; e até biópsia do coração. Várias entidades nosológicas podem ser diagnosticadas precocemente, outras não. Não é improvável, um ser humano saudável apresentar, repentinamente, um IAM diafragmático fulminante. As valvulopatias, normalmente são silenciosas. A amarração de uma válvula cardíaca, no trígono fibroso, anel fibroso, septos membranosos e cartilagem fibrosa, pode ser desgastada com o tempo e este desgaste não provocar nenhum sintoma prévio que leve o indivíduo a procurar um médico. As miocardiopatias da doença de Chagas também tem o mesmo traço. Um paciente com periodontite (osso alveolar, cemento, ligamento periodontal) pode apresentar também, repentinamente uma grave endocardite bacteriana. A aterosclerose deve ser controlada absolutamente, como o é a Diabetes mellitus e sua cardiopatia. A hipertensão arterial é um vilão muito sério na Cardiologia, sem esquecer também dos seus riscos nos acidentes vasculares cerebrais, isquêmicos e hemorrágicos. Prevenção, também, na febre reumática causada pelo Streptococo beta hemolítico do Grupo A de Lancenfield, que cursa com Cardiopatia. Enfim, a nosologia aqui é mais ampla do que se imagina, Ser Médico é mais amplo do que se imagina. E você disse bem, diagnosticar precocemente para não evoluir para IC (direita ou esquerda) ou ICC (congestiva).



Isabela Saraiva escreveu:
Também achei muito interessante a proposta de discussão e agradeço a oportunidade para compartilharmos conhecimento!! Algo que me chamou atenção foi a questão da insuficiência cardíaca e seus "vestígios" inspecionáveis... Relacionados com sintomas(dispnéia e fadiga) e sinais clínicos(edemas e estertores). No entanto, é bom lembrar que, devido à capacidade de reversão e busca de um novo equilíbrio após a quebra da antiga homeostasia(como ilustremente foi comentado por Dani), os pacientes insuficientes apresentam-se inicialmente assintomáticos ou minimamente sintomáticos. Dessa forma, mecanismos compensatórios como a ativação dos sistemas renina-angiotensina-aldosterona e adrenérgico ou o aumento de contratilidade miocárdica são realizados para manter o débito cardíaco e conter o aparecimento dos sintomas por anos. Assim, os pacientes apenas se tornam sintomáticos quando esses mecanismos não mais são eficazes e o organismo não consegue controlar a situação como outrora, caracterizando a doença com altas taxas de morbimortalidade. Diante desse panorama e do desconhecimento acerca da clínica médica na prática, gostaria de saber como é feito o controle de prevenção ou "check-up" para pacientes que apresentam fatores propensores genéticos... Se é viável, na prática, tratar a insuficiência ainda antes do aparecimento de sintomas, ou se só é possível realizar a prevenção.
Obrigada! Very Happy
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fernando.falcao



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Ter Set 30, 2014 2:06 am

Professora, inicialmente, também gostaria de agradecer a oportunidade Very Happy.
Minha dúvida tem muito a ver com a de Pedro: até agora eu tinha uma visão talvez muito compartimentada da fisiologia, analisando um pouco os sintomas característicos dessas doenças cardiovasculares fica claro como é impossível dissociar os sistemas do corpo. E disso, agora fico pensando como um clínico diferencia essas lesões primárias ou secundárias(?), ou seja: como é que podemos reconhecer se uma deficiência cardiovascular gerou um comprometimento neural, ou o contrário ocorreu. Será que a senhora pode explicar um pouco mais sobre essas origens? Espero que a pergunta seja pertinente. Obrigado
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Gisele Mariel



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Ter Set 30, 2014 2:35 am

Boa noite, professora! Primeiramente, muito obrigada pela oportunidade de compartilhar dúvidas e conhecimento. Às vezes, um amigo possui uma dúvida que nem mesmo você sabia que tinha, mas tinha, e ela pode ser respondida, como foi o caso das perguntas de Pedro e de Fernando. Bom, quanto ao tópico abordado, deixo abaixo o link de uma revista que encontrei pesquisando mais sobre o assunto, não muito novo, mas que achei interessante por abordar mais minuciosamente as inspeções clínicas mencionadas pela senhora, bem como a relação delas com algumas doenças cardiovasculares, apesar de haver termos e relações que eu, pelo menos, ainda não consigo entender. Nós, que estamos no ciclo básico, somos sedentos por práticas médicas ou conexões da teoria que vemos com estas práticas, o que torna essas discussões e esses compartilhamentos mais interessantes. Mais uma vez, muito obrigada pela oportunidade.
http://revista.fmrp.usp.br/2004/vol37n3e4/4semiologia_cardiovascular.pdf
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fernando.falcao



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Qua Out 01, 2014 11:33 am

Gisele o artigo é muito bom mesmo! Não tinha ideia dessa variedade de informações que poderíamos obter apenas a partir do exame físico, como o ictus cordis e a estimativa da pressão venosa.
Relacionado ao tema, para quem tem interesse, segue um roteiro para a anamnese em pacientes adultos, que junto com o exame físico representam o exame clínico. Acho que vamos aprender cada passo em detalhes, mas achei interessante dar uma olhada Very Happy
http://www3.pucrs.br/pucrs/files/uni/poa/famed/curr3304/rapa.pdf

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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Qui Out 02, 2014 9:15 pm

Fernando Falcão
Acho ainda precoce descrever, completamente, todos os sinais e sintomas pertinentes à Cardiologia e
à Neurologia, e a todos os exames complementares que fecham o diagnóstico a este respeito:
coração ou neurológico?
O Cardiologista, através da Anamnese e dos exames complementares detectará, certamente,
o comprometimento cardíaco, o mesmo ocorre com a alçada do Neurologista, não
deixando dúvida, quando da existência da lesão, da sua etiologia (=origem).
Mas, mesmo assim, me comprometi com Pedro de tratar, brevemente, sobre Doenças Neuromusculares.
Pode aguardar.

fernando.falcao escreveu:
Professora, inicialmente, também gostaria de agradecer a oportunidade Very Happy.
Minha dúvida tem muito a ver com a de Pedro: até agora eu tinha uma visão talvez muito compartimentada da fisiologia, analisando um pouco os sintomas característicos dessas doenças cardiovasculares fica claro como é impossível dissociar os sistemas do corpo. E disso, agora fico pensando como um clínico diferencia essas lesões primárias ou secundárias(?), ou seja: como é que podemos reconhecer se uma deficiência cardiovascular gerou um comprometimento neural, ou o contrário ocorreu. Será que a senhora pode explicar um pouco mais sobre essas origens? Espero que a pergunta seja pertinente. Obrigado
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Qui Out 02, 2014 9:29 pm

Gisele Mariel
Gosto muito da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.
O artigo é interessante, ictus, ritmo, pulso arterial, etc., e são temas, certamente,
que terão contato mais aprofundado em Semiologia.
Recordo-me, que com Turma 122 UFPE, estudamos durante 1 semestre ECG (Eletrocardiograma)
por opção legítima do corpo discente.
Todos os Médicos deveriam saber ler um traçado eletrocardiográfico.
Recordo-me, quando estudante de Medicina, que comecei a me sentir Médica quando
me adentrei em Semiologia.
Parabéns por sua contribuição.


Gisele Mariel escreveu:
Boa noite, professora! Primeiramente, muito obrigada pela oportunidade de compartilhar dúvidas e conhecimento. Às vezes, um amigo possui uma dúvida que nem mesmo você sabia que tinha, mas tinha, e ela pode ser respondida, como foi o caso das perguntas de Pedro e de Fernando. Bom, quanto ao tópico abordado, deixo abaixo o link de uma revista que encontrei pesquisando mais sobre o assunto, não muito novo, mas que achei interessante por abordar mais minuciosamente as inspeções clínicas mencionadas pela senhora, bem como a relação delas com algumas doenças cardiovasculares, apesar de haver termos e relações que eu, pelo menos, ainda não consigo entender. Nós, que estamos no ciclo básico, somos sedentos por práticas médicas ou conexões da teoria que vemos com estas práticas, o que torna essas discussões e esses compartilhamentos mais interessantes. Mais uma vez, muito obrigada pela oportunidade.
http://revista.fmrp.usp.br/2004/vol37n3e4/4semiologia_cardiovascular.pdf
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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Qui Out 02, 2014 9:36 pm

Um mapa permanente, Fernando Falcão: Anamnese.
Nos guiará, como Médicos, em todos os momentos de nossa prática profissional.
Em ambulatórios, as fichas (digitais ou não) serão sempre mantidas para acompanhamentos/retornos; e
nos hospitais servirá de guia para o próximo profissional médico que substituirá o plantão (papeleta).
Muito bom.

fernando.falcao escreveu:
Gisele o artigo é muito bom mesmo! Não tinha ideia dessa variedade de informações que poderíamos obter apenas a partir do exame físico, como o ictus cordis e a estimativa da pressão venosa.
Relacionado ao tema, para quem tem interesse, segue um roteiro para a anamnese em pacientes adultos, que junto com o exame físico representam o exame clínico. Acho que vamos aprender cada passo em detalhes, mas achei interessante dar uma olhada Very Happy
http://www3.pucrs.br/pucrs/files/uni/poa/famed/curr3304/rapa.pdf

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Alexandre Luna



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Sab Out 04, 2014 2:17 am

Professora, gostaria, antes de tudo, de parabenizá-la pela sua iniciativa de promover todos esses projetos com nós, alunos do segundo período do curso de medicina, trazendo-nos, já no ciclo básico, esse contato com a medicina clínica. É fundamental que um professor busque sempre o melhor de seus alunos- e o “Conhecimento Virtual” é uma ótima ferramenta para isso-, pois isso com certeza contribuirá com a formação dos mesmos.
A respeito do tema “Exame do Doente em Cardiologia” apesar dos 8 pontos trazidos pela sra. gostaria de tocar no 3º que fala de ”Alterações Esqueléticas e Defeitos do Crescimento”, trazendo uma dúvida. A condição de “Pectus Excavatum” pode ser responsável por trazer prejuízos do sistema cardiorrespiratório? Se sim, de que forma isso ocorreria?
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Anton Saraiva Lima



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Sab Out 04, 2014 9:21 pm

Professora Hélia, apesar dos vários agradecimentos já feitos à sua iniciativa, eu também gostaria de deixar o meu obrigado.
No tocante às patologias cardiológicas, ficou evidente o enorme interligamento dos sistemas corporais, uma vez que defeitos cardíacos podem causar desde problemas respiratórios até marchas alteradas. Ademais, a partir da leitura, infere-se que o profissional médico deve dispor de grande sensibilidade e conhecimento para dar um diagnóstico referente a uma patologia cardíaca após uma anamnese, visto que a sintomatologia é extremamente semelhante e específica.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Sab Out 04, 2014 9:54 pm

Alexandre Luna
Obrigada pelas considerações. Na docência não há chance, ou não deveria, de se fazer teatro.
No que pese teatro ser ótimo, e merecer sempre o seu momento.
O pectus excavatum, como sabe, é uma depressão torácica a nível do esterno que, quando acentuada,
determina as mesmas alterações observadas no tórax plano. Ou seja, no tórax plano há uma ausência
da cifose dorsal fisiológica e, consequentemente, um menor diâmetro ântero-posterior do tórax.
Com isso, há deslocamento do coração para a esquerda, com falsa impressão de cardiomegalia compensatória
e, às vezes ocorrem sopros funcionais por menor mobilidade cardíaca.
Se você tiver interesse, posso falar também de outras alterações do tórax, como tórax enfisematoso
ou em "barril", tórax cifoescoliótico, síndrome de Holt-Oram (busque ler sua relação com pectus),
proeminência anterior e circulação venosa colateral.

Alexandre Luna escreveu:
Professora, gostaria, antes de tudo, de parabenizá-la pela sua iniciativa de promover todos esses projetos com nós, alunos do segundo período do curso de medicina, trazendo-nos, já no ciclo básico, esse contato com a medicina clínica. É fundamental que um professor busque sempre o melhor de seus alunos- e o “Conhecimento Virtual” é uma ótima ferramenta para isso-, pois isso com certeza contribuirá com a formação dos mesmos.
A respeito do tema “Exame do Doente em Cardiologia” apesar dos 8 pontos trazidos pela sra. gostaria de tocar no 3º que fala de ”Alterações Esqueléticas e Defeitos do Crescimento”, trazendo uma dúvida. A condição de “Pectus Excavatum” pode ser responsável por trazer prejuízos do sistema cardiorrespiratório? Se sim, de que forma isso ocorreria?
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Sab Out 04, 2014 10:02 pm

Anton Saraiva Lima
É exatamente isso. Essa interligação. Quanto mais um médico interliga (conhece mais), mais precisa sua eficiência.
Seria interessante, se começássemos, desde já, estudar o ECG (eletrocardiograma)?
Desde os primeiros passos?
Vocês estão interessados?
Há que conhecer, primeiro o traçado normal, e o traçado alterado em cada patologia.
Mas, tudo não é tão simples assim.


Anton Saraiva Lima escreveu:
Professora Hélia, apesar dos vários agradecimentos já feitos à sua iniciativa, eu também gostaria de deixar o meu obrigado.
No tocante às patologias cardiológicas, ficou evidente o enorme interligamento dos sistemas corporais, uma vez que defeitos cardíacos podem causar desde problemas respiratórios até marchas alteradas. Ademais, a partir da leitura, infere-se que o profissional médico deve dispor de grande sensibilidade e conhecimento para dar um diagnóstico referente a uma patologia cardíaca após uma anamnese, visto que a sintomatologia é extremamente semelhante e específica.
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flaviano



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Sab Out 11, 2014 2:57 am

Considerando as atitudes tomadas pelos médicos na resolução do caso de um paciente, pude analisar, de fato, que não é uma atitude que define um bom diagnóstico, mas a interação entre eles. Ou seja, a realização da inspeção, palpação, percussão e ausculta são essenciais para definir um bom profissional. Portanto, gostaria de agradecer a professora Hélia Cannizzaro a oportunidade de nos habituar, desde o ciclo básico, com as atitudes tomadas pelos profissionais, que um dia seremos. Agora, analisando a condição proposta por Alexandre, tive a curiosidade de pesquisar e obter, isto é, em relação à Pectus Excavatum ou Sindrome do Sapateiro, as seguintes respostas: 1. Considerando um caso grave dessa patologia, há sim problemas na mecânica respiratória. 2- Em casos mais brandos o problema se restringe a uma questão mais de estética. 3- O fato de haver problemas respiratórios advém do afundamento da caixa torácica, isto é, essa nova acomodação da caixa torácica devido ao afundamento propicia uma nova disposição dos orgãos nessa região, comprimindo, assim, o pulmão e o coração. Por fim, baseado nisso, a um comprometimento na mobilidade da mecânica respiratória.
Sim, professora, queria entender melhor quais os principais enfoques que devo ter ao inspecionar um paciente, levando em consideração desde uma simples pitadas na pele( petéquias) a uma elevação compacta estacionária ( um tumor) em determinadas regiões.
Grato.
Flaviano Neves
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Luiz Felipe Libonati



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Dom Out 12, 2014 5:03 pm

Professora, como aqui é meu primeiro post aproveito para lhe parabenizar por nos incitar esse espírito clínico já no ciclo básico. Em relação ao assunto abordado, dando uma lida no livro "Braunwald. Tratado de doenças cardiovasculares" encontrei no capítulo "Avaliação Clínica da Insuficiência Cardíaca"  o que o livro trás como exame físico para auxiliar na determinação de insuficiência cardíaca. Um desses exames é o abdominal onde, se houver defeito na tricúspide, é possível encontrar hepatomegalia. Referente a isso, gostaria de saber se também poderiamos encontrar, através de uma radiografia, um aumento das cavas, ou ainda aumento da pressão venosa jugular através do exame físico. Gostaria de saber também se no caso da Cardiocaquexia o aumento do metabolismo de repouso se dá por um mecanismo compensatório devido a insuficência cardíaca. Desde já agradeço Wink
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Inspeção em Cardiologia (Módulo I)   Qua Out 15, 2014 8:22 pm

Ok, Flaviano

flaviano escreveu:
Considerando as atitudes tomadas pelos médicos na resolução do caso de um  paciente, pude analisar, de fato, que não é uma atitude que define um bom diagnóstico, mas a interação entre eles. Ou seja,  a realização da inspeção,  palpação,  percussão e ausculta são essenciais para definir um bom profissional. Portanto, gostaria de agradecer a professora Hélia Cannizzaro a oportunidade  de nos habituar, desde o ciclo básico, com as atitudes tomadas pelos profissionais, que um dia seremos. Agora, analisando a condição proposta por Alexandre, tive a curiosidade de pesquisar e obter, isto é, em relação à Pectus Excavatum ou Sindrome do Sapateiro, as seguintes respostas: 1. Considerando um caso grave dessa patologia, há sim problemas na mecânica respiratória. 2- Em casos mais brandos o problema se restringe a uma questão mais de estética. 3- O fato de haver problemas respiratórios advém do afundamento da caixa torácica, isto é, essa nova acomodação da caixa torácica devido ao afundamento propicia uma nova disposição dos orgãos nessa região, comprimindo, assim, o pulmão e o coração. Por fim, baseado nisso, a um comprometimento na mobilidade da mecânica respiratória.
Sim, professora, queria entender melhor quais os principais enfoques que devo ter ao inspecionar um paciente, levando em consideração desde uma simples pitadas na pele( petéquias) a uma elevação compacta estacionária ( um tumor) em determinadas regiões.
Grato.
Flaviano Neves
Very Happy
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