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 Drenagem Torácica (Derrame Pleural / Pneumotórax)

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Hélia Cannizzaro



Mensagens : 1065
Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Drenagem Torácica (Derrame Pleural / Pneumotórax)   Ter Jun 25, 2013 1:53 am

Drenagem torácica (Black Book Cirurgia - Trechos)

O CV (Conhecimento Virtual) foi criado desde 2001, com excelentes resultados. Ele busca imprimir uma maior velocidade e uma lógica das relações entre o Básico e as Clínicas. Esta é a função básica da sua criação, além dos desdobramentos técnicos - profundamente estudados e pesquisados dentro do conceito da Autonomia da Educação. Recentemente, João Marcus (Curso Médico - M2 - UFPE) criou o Fórum (conhecimentovirtual.forumeiros.com). Venho recebendo vários e-mails na minha caixa de entrada, mas não observo muitas "respostas" dentro do Fórum. Acho fundamental que isso venha a ocorrer porque a ampliação desse horizonte, chamado CONHECIMENTO, teve início mas nunca, jamais, terá fim. E quanto mais o expande, mais o tem. Vamos participar.

Drenagem torácica é a introdução de um dreno tubular no tórax para drenagem de líquido ou ar acumulado na cavidade pleural (ver Histologia da pleura). Pode ser um procedimento eletivo (dá para esperar) ou de emergência. O acúmulo de líquido (derrame pleural, empiema = pus, hemotórax = sangue, quilotórax = gordura, etc,) ou de ar (pneumotórax) na cavidade pleural prejudica a expansibilidade pulmonar e causa desconforto e insuficiência respiratória. Nas coleções líquidas, a cor e o aspecto do fluido pleural ajudam na suspeita diagnóstica: amarelo claro (transudato ou exsudato); turvo, amarelado, amarronzado (pus); vermelho (sangue); branco leitoso (linfa ou quilotórax); vinhosa (derrame neoplásico) e amarelo cítrico (derrame tuberculoso). No adulto, são necessários cerca de 300ml de líquido pleural para apagar o seio costofrênico no RX de tórax e pelo menos 500ml para que o derrame seja detectado clinicamente. o empiema pleural (pus) é o tipo mais frequente de derrame pleural. Pode resultar da extensão de uma infecção ou inflamação - pneumonia. São causas de derrame pleural por exsudatos: malignidade, infecciosas (bactéria, vírus, fungos, parasitas, tuberculose), doenças auto-imunes, trauma torácico, embolia pulmonar, ruptura de abscesso pulmonar, radioterapia, etc. São causas de derrame pleural por transudatos: IC, hipervolemia, pericardite, cirrose com ascite, IR, etc. O pneumotórax é o extravasamento de ar para o espaço pleural. Pode ser espontâneo, traumático, infeccioso, ou iatrogênio (causa a definir). Quando volumoso, comprime o parênquima pulmonar, reduz a complacência pulmonar e causa insuficiência respiratória aguda podendo levar ao óbito.

Quando suspeitar do derrame pleiral?

Febre alta, tosse, dispneia, dor torácica, hemoptise (perda de sangue de origem respiratória), cianose (extremidades arroxeadas), mal-estar, sudorese, taquicardia, macicez do pulmão à percussão (exame físico), diminuição do murmúrio vesicular do lado acometido, diminuição da expansibilidade torácica.

Já os pacientes com pneumotórax têm uma súbita dispneia, cianose intensa, agravamento da hemodinâmica, hipersonoridade à percussão, arritmia cardíaca.  

Como confirmar?

O RX de tórax é o exame inicial mais importante (em PA = posição póstero-anterior e perfil e em ortostatismo = em pé), No derrame pleural há uma opacidade homogênea na margem lateral ou em todo o hemitórax. Nos casos associados à pneumonia, há imagens de consolidações pneumônicas patognomônicas (próprias). No pneumotórax, pelo contrário, há hipertransparência (ar) pulmonar. Dependendo da extensão, pode haver desvio do mediastino e traqueia e rebaixamento diafragmático.

A ultrasonografia torácica ajuda no diagnóstico.

A tomografia computadorizada do tórax é indicada em casos complicados, por exemplo, empiemas crônicos e suspeita de encarceramento pulmonar.

A toracocentese, para exame do líquido pleural, serve como diagnóstico e como tratamento (alívio = esvaziamento).

Do tratamento

Envolve o tratamento da doença em questão, como pneumonia (e sua etiologia), IC, IR, etc. A causa mais comum das pneumonias é por Pneumococo. Em idosos e imunodeprimidos, geralmente por Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli.

A toracocentese pode ser feita de forma eletiva ou de emergência, dependendo da gravidade do quadro em questão. O paciente é posicionado em decúbito dorsal ou assentado. É feita a anti-sepsia com clorexidina ou povidine degermante e alcoólico. São colocados campos cirúrgicos e infiltrar o trajeto da punção, da pele à pleura, com cerca de 2 a 4ml na criança e 5 a 10ml no adulto de lidocaína a 1%, sem vasoconstrictor. Introduzir a agulha ou cateter do tipo Jelco conectado à seringa com 2 a 3 ml de solução fisiológica. A punção geralmente é feita na linha axilar posterior no quarto ou quinto EIC, sempre margeando a borda superior da costela, para evitar lesão do feixe neurovascular intercostal. Aspirar e enviar para análise.

Deixo em aberto: Drenagem torácica fechada (no pneumotórax).

Hélia Cannizzaro
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