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 Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)

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Hélia Cannizzaro



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Data de inscrição : 23/06/2013

MensagemAssunto: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Sab Nov 16, 2013 2:51 am

Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)
1. O tempo médio que se aguarda para realizar um procedimento cirúrgico eletivo (=não emergência), por patologia benigna, após um paciente apresentar quadro de IAM (=infarto agudo do miocárdio), é de:
A. 6 meses
B. 12 meses
C. 18 meses
D. 24 meses

2. Vários sistemas estão envolvidos na resposta do paciente ao trauma cirúrgico. Dentre eles, aquele que, quando patente, fundamentalmente determina maior taxa de sobrevida após cirurgias complexas é o:
A. Renal
B. Hepático
C. Cardíaco
D. Pulmonar

3. A causa mais comum de insuficiência renal aguda pós-operatória é:
A. Nefrocalcinose
B. Necrose tubular aguda
C. Nefrite intersticial aguda
D. Nefrite glomerular aguda

4. O combustível orgânico utilizado preferencialmente pela mucosa colônica é:
A. Glutamina
B. N-butirato
C. Glicose
D. Alanina

5. O método indicado no tratamento endoscópico da hemorragia digestiva da doença ulcerosa duodenal em que se observa vaso sangrante visível no leito da úlcera é:
A. Coagulação com sonda térmica
B. Esclerose com etanolamina
C. Fotocoagulação com laser
D. Injeção de epinefrina

6. O agente tópico, utilizado em queimaduras, que é bacteriostático e possui o mais amplo espectro de atividade contra Pseudomonas e microrganismos gram-negativo é:
A. Nitrato de prata a 0,5%
B. Hipoclorito de sódio a 2%
C. Sulfadiazina de prata a 1%
D. Acetato de mafenida a 11,1%

7. Coleção focal e localizada de tecido inflamatório purulento chama-se:
A. Úlcera
B. Abscesso
C. Granuloma
D. Edema

8. Área de necrose isquêmica causada por oclusão do suprimento arterial ou oclusão da drenagem venosa em um tecido chama-se:
A. Infarto
B. Tromboembolismo
C. CID (coagulação intravascular disseminada)
D. Fibrose
E. Tecido de granulação

9. Neoplasia maligna de origem em células epiteliais, com padrão de crescimento glandular, chama-se:
A. Carcinoma escamoso
B. Melanoma
C. Adenocarcinoma
D. Coriocarcinoma
E. Angiossarcoma

10. Qual a causa mais comum de obstrução do intestino grosso?
A. Diverticulite
B. Vólvulo de sigmoide
C. Neoplasias
D. Nenhuma das respostas anteriores

11. Podemos considerar métodos terapêuticos corretos nas fraturas de costelas não complicadas:
A. Imobilização do tórax
B. Bloqueio de nervos intercostais e analgésicos
C. Repouso absoluto no leito e antitussígenos
D. Osteossíntese dos arcos fraturados

12. O tumor maligno mais frequente da glândula tireoide é:
A. Carcinoma anaplásico
B. Carcinoma medular
C. Carcinoma folicular
D. Carcinoma papilífero
E. Carcinoma de células de Hurthle

13. A técnica propedêutica mais eficiente, barata e menos evasiva na pesquisa das patologias que acometem as vias biliares é:
A. Colecistograma oral
B. Colangiografia venosa
C. Tomografia computadorizada
D. Colangiografia percutânea
E. Ultra-sonografia

14. Um paciente após sofrer traumatismo raquimedular evolui com quadro de hipotensão arterial, oligúria (diminuição do volume urinário/24hs), taquicardia. Habitualmente, os quadros de choque que estes pacientes apresentam são do tipo:
A. Neurogênico
B. Hipovolêmico
C. Cardiogênico
D. Histamínico
E. Estes pacientes não evoluem para o quadro de choque

15. O nervo mais frequentemente lesado nas fraturas da diáfise do úmero é o:
A. Axilar
B. Musculocutâneo
C. Ulnar
D. Radial
E. Mediano

16. O adenoma viloso da luz do intestino grosso é:
A. Uma lesão de comportamento sempre benigno
B. Uma lesão perigosa, que pode tornar-se maligna
C. Não necessita tratamento cirúrgico, apenas observação anual
D. É em geral assintomático
E. O toque retal é sempre diagnóstico

17. Uma das patologias que contribui para complicação de infecção urinária em homens idosos é:
A. Hiperplasia prostática
B. Criptorquia
C. Disfunção erétil
D. Parafimose
E. Hidrocele

18. No tratamento imediato do paciente com queimadura grave, deve-se considerar os seguintes fatores, exceto:
A. Estimativa da extensão da lesão
B. Cateter urinário de demora
C. Reposição hídrica intravenosa
D. Hemotransfusão para se combater a hipovolemia nas primeiras 24h
E. Profilaxia do tétano

19. A complicação pós-operatória conhecida como síndrome de Mendelson diz respeito a:
A. Broncoaspiração
B. Trombose venosa
C. Reação anafilática
D. Insuficiência renal
E. Falência supra-renal

20. Dentre as neoplasias benignas (adenomas) da glândula tireoide, aquela que não mostra potencial de microinvasão e tranquiliza o cirurgião em termos de possível malignização é a do tipo:
A. Papilífero
B. Embrionário
C. Microfolicular
D. Macrofolicular
E. De células de Hurthle

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Thiago Darlan



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Sab Nov 16, 2013 5:11 pm

Questão 12 - Resposta: letra D

O carcinoma papilar ou papilífero é o tipo mais comum de tumor maligno que atinge a tireoide e responde à aproximadamente 80% dos casos. Se desenvolve nas células foliculares e têm crescimento lento. Geralmente acometem um único lobo da tireoide, mas também podem originar múltiplos focos da doença na tireoide. Apesar de seu crescimento lento, o carcinoma pode atingir os gânglios linfáticos do pescoço, porém com tratamento, este tipo de carcinoma raramente é fatal. Os tumores de tireoide podem ser diagnosticados precocemente pela palpação do pescoço do paciente. O diagnostico diferenciado pode ser feito pela biópsia por aspiração com agulha fina (BAAF).

Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tumor_da_tiroide
http://www.accamargo.org.br/tudo-sobre-o-cancer/tireoide/38/

Thiago Darlan S. da Silva
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Sab Nov 16, 2013 6:49 pm

Thiago Darlan
Correto.


Thiago Darlan escreveu:
Questão 12 - Resposta: letra D

O carcinoma papilar ou papilífero é o tipo mais comum de tumor maligno que atinge a tireoide e responde à aproximadamente 80% dos casos. Se desenvolve nas células foliculares e têm crescimento lento. Geralmente acometem um único lobo da tireoide, mas também podem  originar múltiplos focos da doença na tireoide. Apesar de seu crescimento lento, o carcinoma pode atingir os gânglios linfáticos do pescoço, porém com tratamento, este tipo de carcinoma raramente é fatal. Os tumores de tireoide podem ser diagnosticados precocemente pela palpação do pescoço do paciente. O diagnostico diferenciado pode ser feito pela biópsia por aspiração com agulha fina (BAAF).

Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tumor_da_tiroide
http://www.accamargo.org.br/tudo-sobre-o-cancer/tireoide/38/

Thiago Darlan S. da Silva
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Danielle Aymar



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Sab Nov 16, 2013 7:21 pm

Questão 1- Resposta: letra A

Os pacientes operados dentro de três meses após um IAM, tinham uma taxa de reinfarto de 37%. Depois deste período a taxa declinava para 16% após três meses e para 4,5% após seis meses. O peso destas evidências é tão convincente que levou a maioria dos investigadores a se pronunciar contra a cirurgia eletiva para pacientes com história de IAM dentro dos seis meses precedentes.

Bibliografia:
http://www.geocities.ws/liga_coracao/artigos/cirurgianaocardiacas.html
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mariana.chevrollier



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Dom Nov 17, 2013 3:52 am

Questão 5 – Letra D

Úlceras duodenais são lesões causadas no duodeno pela acidez gástrica. Dentre as possíveis causas, encontram-se a H. pylori, estresse, uso de certos medicamentos e histórico familiar (propensão genética).
Algumas das queixas relatadas por pessoas acometidas por úlceras são: sensação de queimação, vômitos com sangue, dor principalmente à noite, fezes escurecidas com sangue (podendo, inclusive, ser sangue oculto, ou seja, que não é visível mas que é acusado em exame laboratorial). É recomendado para pacientes que têm úlceras ou tem propensão que não fumem, que façam refeições menores, mas com menor espaçamento entre uma e outra e que evitem café.
No caso de uma úlcera duodenal hemorrágica em que se observa sangramento, várias técnicas hemostáticas endoscópicas podem ser utilizadas: terapia de injeção (utiliza substâncias vasoconstrictoras e/ou esclerosantes) , dispositivos térmicos ou mecânicos.
A terapia mais utilizada é a de injeção, e a substância de preferência é a epinefrina. São utilizadas doses diluídas (1:10,000). O mecanismo desse terapia reside na vasoconstricção e formação de edema ao redor e no local de sangramento. Se há pouca lesão tecidual e baixo risco de trombose.
Apesar de ser mais utilizada a técnica de injeção de epinefrina, é recomendado o uso de terapias combinadas. Concomitantemente à terapia, é necessário se reduzir a acidez estomacal e combater hábitos que induzam o quadro formação de úlceras, como os listados acima.

Referências:
http://www.medicinenet.com/bleeding_ulcersymptoms_and_causes/views.htm
http://www.medscape.com/viewarticle/521189_4
http://www.gastrocentro.unicamp.br/endo/html/hdanv.html
http://drauziovarella.com.br/letras/u/ulceras-gastricas-pepticas/
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keila_lo



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Dom Nov 17, 2013 4:19 am

Questão 6 - Letra C.

A sulfadiazina de prata é a substância utilizada em grandes queimados (2° e 3° grau). Além de impedir o crescimento de um amplo espectro de bactérias e leveduras ela também auxilia no processo cicatricial. O ministério da saúde preconiza seu uso (como uma das possibilidades) nos curativos de Úlceras Neurotróficas e Traumáticas (bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_feridas_final.pdf) . Como curiosidade: alguns serviços de saúde utilizam o Dermacerium (Sulfadiazina de prata 1% micronizada e nitrato de cério 0,4%) no tratamento de úlcera por pressão.
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Dom Nov 17, 2013 7:25 pm

Danielle Aymar
Certo.
Hélia Cannizzaro

Danielle Aymar escreveu:
Questão 1- Resposta: letra A

Os pacientes operados dentro de três meses após um IAM, tinham uma taxa de reinfarto de 37%. Depois deste período a taxa declinava para 16% após três meses e para 4,5% após seis meses. O peso destas evidências é tão convincente que levou a maioria dos investigadores a se pronunciar contra a cirurgia eletiva para pacientes com história de IAM dentro dos seis meses precedentes.

Bibliografia:
http://www.geocities.ws/liga_coracao/artigos/cirurgianaocardiacas.html
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Dom Nov 17, 2013 7:28 pm

Mariana Chevrollier
Exato.
Hélia Cannizzaro


mariana.chevrollier escreveu:
Questão 5 – Letra D

Úlceras duodenais são lesões causadas no duodeno pela acidez gástrica. Dentre as possíveis causas, encontram-se a H. pylori, estresse, uso de certos medicamentos e histórico familiar (propensão genética).
Algumas das queixas relatadas por pessoas acometidas por úlceras são: sensação de queimação, vômitos com sangue, dor principalmente à noite, fezes escurecidas com sangue (podendo, inclusive, ser sangue oculto, ou seja, que não é visível mas que é acusado em exame laboratorial). É recomendado para pacientes que têm úlceras ou tem propensão que não fumem, que façam refeições menores, mas com menor espaçamento entre uma e outra e que evitem café.
No caso de uma úlcera duodenal hemorrágica em que se observa sangramento, várias técnicas hemostáticas endoscópicas podem ser utilizadas: terapia de injeção (utiliza substâncias vasoconstrictoras e/ou esclerosantes) , dispositivos térmicos ou mecânicos.
A terapia mais utilizada é a de injeção, e a substância de preferência é a epinefrina. São utilizadas doses diluídas (1:10,000). O mecanismo desse terapia reside na vasoconstricção e formação de edema ao redor e no local de sangramento. Se há pouca lesão tecidual e baixo risco de trombose.
Apesar de ser mais utilizada a técnica de injeção de epinefrina, é recomendado o uso de terapias combinadas. Concomitantemente à terapia, é necessário se reduzir a acidez estomacal e combater hábitos que induzam o quadro formação de úlceras, como os listados acima.

Referências:
http://www.medicinenet.com/bleeding_ulcersymptoms_and_causes/views.htm
http://www.medscape.com/viewarticle/521189_4
http://www.gastrocentro.unicamp.br/endo/html/hdanv.html
http://drauziovarella.com.br/letras/u/ulceras-gastricas-pepticas/
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Hélia Cannizzaro



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Dom Nov 17, 2013 7:35 pm

Keila
Exatamente.
Aqui em Recife existem vários profissionais em "Queimados", normalmente cirurgiões plásticos.
Existe um, que considero um extraordinário profissional nesta Área - Prof. Dr. Marcelo Miranda.
Nunca mais o vi, e soube que já está há algum tempo nos EUA.
Hélia


keila_lo escreveu:
Questão 6 - Letra C.

A sulfadiazina de prata é a substância utilizada em grandes queimados (2° e 3° grau). Além de impedir o crescimento de um amplo espectro de bactérias e leveduras ela também auxilia no processo cicatricial. O ministério da saúde preconiza seu uso (como uma das possibilidades) nos curativos de Úlceras Neurotróficas e Traumáticas (bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_feridas_final.pdf) . Como curiosidade: alguns serviços de saúde utilizam o Dermacerium (Sulfadiazina de prata 1% micronizada e nitrato de cério 0,4%) no tratamento de úlcera por pressão.
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Eduarda Collier de França



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Dom Nov 17, 2013 7:41 pm

15-D
A fratura da diáfise do úmero é um tipo de lesão que pode ser classificada em simples ou complexa, dependendo do local e traço da fratura, desalinhamento e lesões associadas. Fraturas simples são consideradas aquelas ocorridas na diáfise do osso, com um traço oblíquo (maior do que 30°) ou transverso (menor do que 30°), sem desalinhamentos ou lesões de tecidos moles adjacentes. Fraturas complexas são consideradas as ocorridas nas regiões articulares de ombro ou cotovelo, traço de fratura em espiral, desalinhamento dos fragmentos e com possível presença superfícies irregulares, lesão vascular ou neural (o nervo mais acometido, nesse caso, é o radial). As fraturas simples tem tratamento conservador como primeira opção; já as fraturas complexas são tratadas diretamente com intervenção cirúrgica.
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Domingos Lins jr



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Dom Nov 17, 2013 11:52 pm

8ª-A
comentário: pra falar a verdade nessa não há muito o que comentar, o enunciado é uma bela definição de infarto
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Domingos Lins jr



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Seg Nov 18, 2013 12:06 am

19ª questão - A
"A pneumonite associada à aspiração de ácido gástrico é conhecida como síndrome de Mendelson. Essa síndrome foi primeiramente descrita por Mendelson, em 1946, como uma doença letal devido à aspiração gástrica durante a anestesia geral de uma cesariana de emergência."

http://www.scielo.br/pdf/rb/v38n4/25764.pdf
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cecilia bezerra



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Seg Nov 18, 2013 12:20 am

4 – B (N-butirato)

Ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) são importantes para função e manutenção da mucosa colônica. Os principais AGCC obtidos a partir da fermentação das fibras dietéticas são o acetato, o propionato e o, principalmente, o butirato.
A importância do butirato como combustível energético é essencial ao colonócito, mas outras ações importantes são atribuídas a esse ácido graxo, sobretudo a proliferação celular, que têm sido descritas tanto para pacientes com câncer de cólon, como com RCUI (Retocolite Ulcerativa Inespecífica) doença reconhecida como pré-neoplásica.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-28031999000400012&script=sci_arttext
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cecilia bezerra



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Seg Nov 18, 2013 12:21 am

19- A (Broncoaspiração)

A síndrome de Mendelson está associada à aspiração de ácido gástrico. Ela faz parte de um conjunto maior das pneumonites químicas (lesão pulmonar aguda causada por aspiração de substâncias tóxicas às vias aéreas inferiores). Foi relata pela primeira vez por Mendelson em 1946, como doença letal causada por aspiração de ácido gástrico durante a anestesia geral de uma cesariana de emergência.

Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rb/v38n4/25764.pdf
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Domingos Lins jr



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Seg Nov 18, 2013 12:31 am

9ª questão - c
comentário:
O adenocancinomas é um tumor maligno que, por via de regra, se origina de células glandulares e que pode afetar vários órgão do corpo.

apenas a titulo de curiosidade, um breve comentário sobre as outras alternativas:
A-Carcinoma escamoso->tumor maligno das células escamosas;
B-Melanoma->tumor maligno dos melanócitos;
D-coriocarcinoma->câncer trofoblástico (geralmente da placenta);
E-angiosarcoma->atinge as células endoteliais dos vasos saguíneos.
apesar de não conhecer muito sobre tumores (para não dizer que não sei nada) acredito que a etimologia de algumas dessas alternativas poderiam, em um prova ou concurso, auxiliar no "chute". "angio" e "corio" sem dúvida sussurram aos nossos ouvidos, mesmo a um leigo no assunto, o significado das palavras.
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rodrigorsmoura



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Seg Nov 18, 2013 1:21 am

7 questão - B

Letra B, Abscesso

        Úlceras são lesões superficiais, que acometem mucosas ou tecido cutâneo, por exemplo. Um tipo bastante comum é a péptica, que consiste em uma lesão da mucosa gástrica, que pode ser causada por estresse, má alimentação, presença da Helicobacter Pylori, entre outras.
Granuloma é assim denominado por dar origem a uma estrutura com forma semelhante a um grânulo. Trata-se de uma resposta do sistema imunológico, com acúmulo de macrófagos, células epitelióides e plasmócitos cercados por linfócitos. O processo inflamatório em questão recebe o nome de inflamação granulomatosa.
Edema é um acúmulo anormal de líquido no espaço intersticial. Pode ser causado por insuficiência do sistema linfático, por exemplo, ou pelo aumento exagerado da permeabilidade vascular, causado por substâncias como a histamina ( presente em reações do sistema imunológico, como no choque anafilático).
Finalmente, abscesso é o acúmulo localizado de pus em um tecido, originando uma cavidade limitada por uma membrana de tecido inflamatório, conhecida como membrana piogênica. O líquido purulento (pus) é constituído de tecido necrótico do próprio organismo,  macrófagos e microorganismos.

fonte: www.wikipedia.com
www.infoescola.com
www.abcdasaude.com.br
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rodrigorsmoura



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Seg Nov 18, 2013 1:48 am

Questão 16, letra B.

O adenoma viloso é uma lesão perigosa, que poderá se transformar em maligna, passando por atipias celulares até a formação de um tumor (carcinoma "in situ"). Quando evoluído ao câncer, em geral, apresenta sintomas como diarréia ou obstipação, a depender de alguns fatores, como a localização do tumor. Exames complementares( como de sangue) são necessários ao simples toque retal, para que se garanta a eficácia do diagnóstico. O tratamento indicado geralmente é o cirúrgico.

fonte:

www.siteexpress.com.br/portrix/pages/engine.php?ins_codigo=62902&p=artigos&art_codigo=691
www.derival.com.br
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Aída Carla



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Seg Nov 18, 2013 3:02 am

Questão 20 - D) Macrofolicular

O termo "adenoma" definido pela Organização Mundial de Saúde consiste de um "tumor bem encapsulado mostrando diferenciação das células foliculares". Tais tumores são geralmente solitários e apresentam uma cápsula fibrosa bem definida.

O adenoma pode ser macrofolicular, microfolicular, embrionário ou de células de Hurthle. O macrofolicular é a forma mais comum, semelhante ao tecido normal e sem potencial maligno. Já os outros compartilham características semelhantes ao carcinoma o qual é identificado por invasão de cápsula e/ou vasos. Em estudo anátomo-patológico detalhado, estes tumores passam a ter diagnóstico de malignidade em 5% para os microfoliculares, 5% para os de células de Hurthle e 25% para o embrionário. Dessa forma, quando a amostra tem células com pouco colóide e atipias eles são considerados suspeitos ou indeterminados.

Os carcinomas podem ser do tipo papilífero que é o mais comum (70% dos casos), folicular (15%), medular (5 a 10%), anaplásico (5%) ou linfoma (5%).

Referências:

http://www.angelfire.com/ri/josivan/nodulo.html
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27301998000400006&script=sci_arttext
http://www.medicinanet.com.br/m/conteudos/revisoes/1236/tumores_e_nodulos_tireoidianos.htm
http://www.precepta.com.br/revisao/diagnostico-tratamento-carcinoma-diferenciado-da-tireoide/3/
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Rebeca Cavalcante



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Seg Nov 18, 2013 10:18 pm

17. A
As alterações funcionais e estruturais são as melhores explicações de aumento de ITU (Infecção do Trato Urinário) nos idosos, tanto em homens quanto em mulheres. Nos homens, o aumento progressivo da próstata facilita a retenção urinária e altera o fluxo normal da urina. Além disso, a incidência de prostatite crônica aumenta e isso está relacionado com diagnóstico de ITU recorrente. Fibrose e obstrução uretral ou ureteral são mais comuns em homens com idade avançada devido neoplasia e nefrolitíase.
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Renato Pomilio

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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Ter Nov 19, 2013 2:03 am

14. --> A e B

Os pacientes com lesão medular, no caso citado por TRM (Trauma Raquimedular), geralmente apresentam a manifestação clínica de choque neurogênico, por conta da lesão às eferências simpáticas do SNA. O local da lesão causadora do choque neurogênico varia entre os níveis da vétebras T1 a L2 e sua sintomatologia é basicamente a hipotensão arterial e bradicardia.
O SNA simpático é responsável pelo tônus dos vasos sanguíneos em geral. Uma lesão em suas vias impede ou prejudica o sinal elétrico levado à musculatura vascular e, portanto, ela deixa de se contrair. Sendo assim, há uma vasodilatação sistêmica generalizada e consequente queda da PA por diminuição da resistência vascular.
O sistema nervoso simpático também é responsável, em parte, pela inervação do coração. Daí então, uma lesão em suas vias impede que o coração se adapte a maiores demandas metabólicas, ou seja, o coração não mais acelera quando requisitado pelo simpático porque a informação não chega mais aos cardiomiócitos.
Essas duas condições geradas pelo choque neurogênico dificultam a perfusão tissular sistêmica e por isso, não muito raramente, os quadros de TRM evoluem para choques hipovolêmicos. Por conta da má nutrição, os tecidos corporais começam a se deteriorar e não mais funcionam como deveriam. Mesmo os vasos, capilares e o coração se degeneram gradualmente.  A consequência disso é que mais líquido se acumula nos tecidos e, portanto, há uma redução no volume vascular de sangue, justificando o nome do choque.
Há também uma redução no débito cardíaco e a partir daí o paciente pode apresentar uma estimulação simpática do miocárdio como mecanismo compensatório, levando à taquicardia. Havendo a estimulação simpática, o quadro, na verdade, somente se agrava, em vez de melhorar. Isso porque aumentar a FC implica aumentar a atividade dos cardiomiócitos e sua demanda metabólica. Esse mecanismo acaba por criar um ciclo vicioso difícil de sanar.

Fontes:
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAE-oAA/trauma-raquimedular
http://gerardocristino.com.br/novosite/aulas/Neuroanatomia/Casos/C7_Choque_Neurogenico.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Choque_hipovol%C3%AAmico
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Danielle Aymar



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Qua Nov 20, 2013 12:01 am

Questão 3 - Letra B

A necrose tubular aguda (NTA) de origem isquêmica é mais comumente observada em pacientes submetidos a grande trauma cirúrgico, hipovolemia severa, sepsis e queimaduras extensas (vide figura 2). A NTA é também muito presenciada em pacientes submetidos a cirurgia vascular (grandes vasos abdominais), a exemplo do reparo após rotura de aneurisma de aorta abdominal ou ainda em procedimentos eletivos que exijam clampeamento da aorta acima das renais por mais de 60 minutos. Curiosamente, 50% dos casos de NTA pós cirúrgica ocorrerão sem hipotensão arterial documentada. A NTA complicando casos de trauma terá como agente adicional a presença de mioglobinúria, que se depositará nos túbulos renais, obstruindo-os. A IRA pré-renal somada à IRA intrínseca (esta com evidência de lesão celular) de origem isquêmica ou tóxica, são responsáveis pela ampla maioria dos casos de IRA. Conclui-se, portanto, que os quadros de IRA intra hospitalar serão, freqüentemente, conseqüentes a uma combinação de insultos.

Referência
http://www.rbconline.org.br/artigo/abordagem-da-insuficiencia-renal-aguda/
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Danielle Aymar



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Qua Nov 20, 2013 12:10 am

Questão 10 - Letra C

A causa mais comum de obstrução do intestino grosso é a neoplasia
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Marina Zarzar



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Qua Nov 20, 2013 2:00 am

11. Podemos considerar métodos terapêuticos corretos nas fraturas de costelas não complicadas:
A. Imobilização do tórax
B. Bloqueio de nervos intercostais e analgésicos
C. Repouso absoluto no leito e antitussígenos
D. Osteossíntese dos arcos fraturados

Resposta: B
Diante de fraturas sem complicações das costelas, o ideal é esperar que elas voltem ao normal naturalmente. O principal problema é a dor, logo, o uso de analgésicos e o bloqueio de nervos intercostais é fundamental, pois além de trazer mais conforto para o paciente, possibilita uma recuperação melhor, permitindo a expansão adequada do tórax, essencial para uma respiração mais eficiente e para a tosse. A imobilização do tórax não é indicada, porque dificulta os movimentos pulmonares respiratórios e aumenta a probabilidade de se desenvolver pneumonia.

http://www.patient.co.uk/health/care-of-rib-injuries
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Manaíra Alcantara



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Qua Nov 20, 2013 2:11 am

11. - LETRA B. Bloqueio de nervos intercostais e analgésicos

O tratamento é feito pelo controle da dor e pela fisioterapia respiratoria.
Imobilização do tórax não é encorajado, por não ser eficiente.

http://www.defesacivil.pr.gov.br/arquivos/File/primeiros_socorros_2/cap_15_trauma_torax.pdf
http://medicoresponde.com.br/como-tratar-costela-quebrada/
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lilian.parente



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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   Qui Nov 21, 2013 12:37 am

18- D- Hemotransfusão para se combater a hipovolemia nas primeiras 24h

Não foi encontrada na literatura pesquisada nenhuma indicação de hemotransfusão para reposição volêmica em casos de queimaduras graves. Para repor a volemia nas primeiras 24h (fase hipovolêmica) é indicada a administração intravenosa de solução isotônica (de Ringer) ou solução hipertônica.
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MensagemAssunto: Re: Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)   

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Qual o Gabarito? (VII - Clínica Cirúrgica)
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